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Reclamações nos supermercados aumentaram 75% — a culpa é dos atrasos nas entregas

A demora nas chegadas dos pedidos estão entre os principais motivos de queixas por parte dos consumidores portugueses.
As queixas aumentaram.

As reclamações a hiper e supermercados aumentaram 75 por cento em 2020 em comparação com 2019. No ano de pandemia, em que os serviços de entregas de compras por parte destes espaço foram bastante utilizados, são mesmo os atrasos no delivery que dominam os motivos das queixas feitas pelos consumidores nacionais.

Um estudo realizado pelo Portal da Queixa, apresentado esta segunda-feira, 22 de março, refere que entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2020 foram registadas 3656 reclamações em supermercados. Já em 2019 o valor tinha ficado nas 2089 queixas.

Os atrasos nas entregas dominam os motivos, com 47 por cento. Segue-se a falta de apoio e resposta, 25 por cento, e ainda as questões relativas a pedidos de devolução, 13 por cento.

O pico de reclamações foi feito em abril, com 457 queixas, numa altura em que o mercado se começou a adaptar para um grande fluxo de pedidos online e as consequentes entregas. Os distritos com maior número de reclamações feitas são Lisboa (42,8 por cento), Porto (17,1 por cento), Setúbal (13,6 por cento), Aveiro (4,5 por cento), e Coimbra (4,2 por cento).

Auchan, Continente, Pingo Doce, Mercadona, Aldi Portugal e Supercor registaram, ainda assim, índices de satisfação no Portal entre os 70 e os 88 por cento, num máximo de 100.

Para os primeiros meses de 2021, já existem alguns dados. Até 16 de março, foram registadas 717 reclamações, o que dá a entender um aumento de 35 por cento em relação ao mesmo período de 2020, em que tinham sido feitas 531 queixas.

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