Gourmet e Vinhos

A refeição mais cara do mundo acontece em órbita e tem assinatura de chef Michelin

O dinamarquês Rasmus Munk será o chef que irá confecionar os pratos servidos na Spaceship Neptune.
A nave onde tudo irá acontecer.

Rasmus Munk começou a sua viagem de excelência na cozinha com apenas 22 anos. Tornou-se o chef de TreeTop, em Vejle, onde decidiu desafiar todas as normas e ortodoxias culinárias ao criar combinações inovadoras. Em 2015, abriu o Alquimista, em Copenhaga, que em 2020 lhe concedeu duas estrelas Michelin, fruto da sua singular criatividade. Hoje, prepara-se para cozinhar no espaço.

O jovem dinamarquês foi escolhido para confecionar e servir a refeição mais cara do mundo. O seu mais recente empreendimento é ainda mais exclusivo que o anterior — o Alquimista recebe apenas 52 clientes por noite, numa experiência gastronómica de 50 pratos, que conta com uma lista de espera de 10 mil pessoas.

Trata-se de uma parceria com a empresa de viagens espaciais luxo SpaceVIP e Space Perspective, naquela que é considerada a “primeira vivência gastronómica estratosférica”. A refeição será servida na cápsula Spaceship Neptune e estará limitada a apenas seis convidados. Como seria de esperar, o preço é pouco convidativo: as seis horas de refeição terão o custo de 455 mil euros por pessoa. 

“Estamos cientes de que é uma estreia cara. Mas no final de contas, este é o primeiro lançamento com estas inovações gastronómicas a bordo”, afirmou o chef à “Bloomberg”, que deixou aberta a possibilidade de os valores baixarem futuramente.

Os pratos criativos estão longe de ser o único argumento: os convidados poderão assistir ao nascer do sol a 30 mil metro acima do nível do mar. As roupas a utilizar também serão escolhidas a rigor, produzidas pela luxuosa marca francesa de ski Ogier. O acesso ao wi-fi também será possível, já que “os viajantes são bem-vindos a transmitir a sua viagem ao vivo e conectar-se com os amigos e família em Terra”, confirmou a Spacechip Neptune.

A embarcação conta ainda com um bar completo e oferece um brinde com champanhe, assim que se chegar ao limite do “espaço”. O chef contou à revista “Decanter” que algumas das receitas terão de ser preparadas antes do lançamento da aeronave, sendo aquecidas e finalizados na mini-cozinha a bordo do Neptune. Serão “científica e filosoficamente” inspirada nas histórias espaciais. “Nesta experiência, quero destacar a comida como um fio condutor da nossa existência humana, e será verdadeiramente significativo servi-la olhando para a curvatura da Terra”, contou.

Na partilha do acontecimento nas redes sociais do Alquimista, é afirmado que os lucros serão doados ao Space Prize, uma organização com sede em Nova Iorque que promove a igualdade de género na ciência e na tecnologia — incluindo viagens espaciais. 

 

 

 

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