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Gourmet e Vinhos

Rita tornou a sobremesa favorita num negócio. Vende salame com vários sabores e formatos

Da receita tradicional, criou variações de chocolate branco, biscoff, pistácio e muito mais. Os queques também fazem parte da lista.

Quando era mais nova, as festas de Rita Cabrelon não contavam com bolos de aniversário, mas sim com um enorme salame de chocolate feito pela mãe. “Eram a maior sensação e todos ficavam fascinados”, conta à NiT.

Aos seis anos, percebeu que aquela receita não precisava de forno e que ela própria poderia prepará-la. Começou, então, a acompanhar a mãe na cozinha, sempre que esta fazia o doce, e, passados alguns anos, começou ela própria a pôr as mãos na massa. “Tudo era motivo para fazer salame. Depois, comecei a fazer com sabores diferentes.”

A ligação de Rita a este doce mantém-se até hoje. No início de abril criou uma loja online com um nome que diz tudo o que precisa de saber: Só Salame. A ajudá-la neste negócio tem Tiago Carneiro de Almeida, o marido.

Curiosamente, nenhum deles estava ligado à área da gastronomia. Rita, de 36 anos, começou por tirar uma licenciatura em Arquitetura, mas pôs os estudos em pausa quando teve de viajar para o Brasil para ajudar o pai, que trabalhava por lá e estava doente. Quando ambos regressaram, começaram a trabalhar numa empresa de arquitetura e engenharia entre Portugal e Espanha.

Já Tiago, de 39 anos, é advogado e trabalhava numa empresa de gestão de ativos. Incentivou Rita a mudar de carreira. “Ele perguntou-me se queria trabalhar com ele porque sabia que eu precisava de um horário mais normal. Fui para a mesma empresa e sou colega dele há mais de três anos”, revela.

A relação com o marido também ajudou a moldar os salames que hoje vende na loja. “O Tiago é diabético e muito guloso. Percebi que tinha de fazer algo mais adequado para ele. Comecei a fazer experiências sem açúcar adicionado e toda a gente gostava porque era muito leve. Incentivaram-me a vender porque diziam que fazia lembrar a infância e as festas nas casas dos avós”, recorda Rita.

 
 
 
 
 
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A ideia surgiu em janeiro, mas foi apenas no início de abril que se sentiu preparada para lançar o conceito nas redes sociais. “Decidi arriscar”, confessa. Criou uma página de Instagram e apresentou um menu com várias opções.

O salame clássico que serve entre seis a oito pessoas custa 12€ e tem cerca de meio quilo. Já o que serve entre 16 a 20 pessoas, pesa aproximadamente um quilo e está disponível por 20€. Se quiser acrescentar toppings, como chocolate branco, biscoff e pistácio, terá que pagar mais 2€.

Há também salame de chocolate branco, que custa 14€ e 24€ dependendo do tamanho escolhido, biscoff (15€ e 25€), sem açúcar (13,50€ e 24€), sem glúten (13,50€ e 24€), sem glúten e açúcar (15€ e 27€), mini queques de salame (desde 1€), queques (2€), e mais.

“A primeira coisa que os clientes dizem é que ficam fascinados. É um salame super leve, pouco doce e a pessoa quer sempre comer mais”, garante. 

Os clientes podem encomendar através de mensagem na página de Instagram e do número de telemóvel associado. Se levantar as encomendas na zona de Campo de Ourique, em Lisboa, a Só Salame oferece quatro mini queques. A marca também faz entregas gratuitas num raio de 10 quilómetros. E se a encomenda for superior a 50€, aumentam para 25 quilómetros. Também fazem delivery em Lisboa e na Margem Sul, entre Almada e Azeitão.

O objetivo de Rita e Tiago é agora bastante simples: abrir um espaço físico. Já começaram a ver lojas entre Campo de Ourique e Príncipe Real. “Se tudo continuar a correr bem, vai ser este ano”, revela.

Carregue na galeria para ver alguns dos produtos da Só Salame.

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