Gourmet e Vinhos

Sonhos, azevias ou coscorões. Afinal, quais são os melhores fritos de Natal?

Não podem faltar nas mesas nacionais da Consoada. Em algumas famílias todos metem a mão na massa, tipo cadeia de produção.
Entre todas as opções, qual a melhor?

O Natal é época de paz, magia e união entre as pessoas. Por outro lado, também se podem gerar discussões acesas durante a quadra, especialmente se estivermos a falar de verdadeiros apaixonados por comida — ou fritos. Ou ambos, na verdade.

Além dos presentes, luzes e decorações, esta altura do ano é igualmente marcada pelas receitas tradicionais que juntam familiares e amigos à mesa. Em Portugal, a lista de sobremesas tipicamente natalícias é extensa e inclui sabores para todos os gostos. No meio de tanta oferta, contudo, os fritos ocupam um lugar de destaque. O mais difícil, porém, é decidir qual deles o melhor.

Os sonhos são uma das propostas mais populares. Embora sejam muito apreciados no nosso País, os registos mais antigos apontam a Turquia como o país onde nasceu a receita original. O doce em forma de bola representava o sol nascente, a luz e o amor.

As rabanadas também juntam milhões de fãs. Apesar disso, a sua origem não é conhecida. Certo é que as fatias douradas — como também são conhecidas —, já apareciam documentadas no século XV. O livro espanhol “Arte de cozina, pastelería, vizcocheria y conserveria”, de 1611, referia que eram indicadas para a recuperação depois dos partos.

Encontram-se em várias partes do mundo, com nomes bastante diferentes. Em França, estas fatias de pão são conhecidas como pain perdu (literalmente, pão perdido) e são fritas em manteiga, ou numa chapa. Já no Reino Unido e outros países anglo-saxónicos chamam-lhe french toast, o que também pode significar que a sua origem será francesa.

Outra grande estrela da época são os coscorões (também conhecidos como filhoses alentejanas). Acredita-se que sejam de origem mourisca que foram trazidos para a Europa pelos cruzados. Quem já provou sabe que se conservam durante vários dias —, o que os tornava ideais para as longas viagens durante a Idade Média.

Na altura, tanto eram regados com mel como polvilhados com sal — ou seja, podiam ser doces ou salgados. Os anos decorrem, mas a versatilidade da receita permanece.

Vale a pena recordar que as receitas dos ditos “fritos de Natal” variam consoante a região do País. As filhoses de flor são especialmente apreciadas no Norte e interior de Portugal. Têm, contudo, um formato diferente na Beira Baixa, onde também são chamadas “orelhas de abade”. Os ingredientes-base —farinha, ovos, abóbora ou raspa de laranja — pouco variam, tudo depende da forma como são trabalhados.

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