Gourmet e Vinhos

Uma horta biológica com centenas de espécies está a nascer na Quinta da Pacheca

Abóboras, melancias, morangos, mirtilos, framboesas, girassóis, dálias, camomila e lavanda vão colorir a herdade duriense.

Aquele que foi considerado o Melhor Enoturismo de 2021 nos autoproclamados Óscares do Vinho, promovidos pela prestigiada “Revista de Vinhos”, volta a destacar-se pela positiva. Falamos da Quinta da Pacheca, que decidiu reforçar a sua aposta na sustentabilidade através da criação de uma horta biológica. Entre flores, frutícolas, ervas aromáticas e leguminosas, existem centenas de espécies a crescer num dos espaços da propriedade.

Muitas das espécies agora plantadas vão ser utilizadas no restaurante da herdade, “ajudando a moldar a carta ao sabor do que a terra fértil do Douro oferece”, referem em comunicado. Sandra Dias, diretora-geral adjunta e responsável pela área de enoturismo, sustenta: “não seremos, para já, autossuficientes, mas é muito importante ter na oferta do restaurante uma parte relevante do que as terras da Pacheca produzem, além do vinho”.

Com o tempo, a horta terá abóboras, beringelas, cabaças, curgetes, melancia, melão, meloa, milho doce, pimentos padrón, tomate coração de boi, morangos, mirtilos e framboesas. Também será possível colher feijão-verde, alfaces, alcachofras, espinafres, rúcula selvagem, alho francês, beterraba, cebola, cenouras e rabanetes.

A dar um colorido especial à horta, que no centro dispõe de um reservatório para compostagem, haverá amores-perfeitos, ervilhas-de-cheiro, girassóis, cosmos, capuchinhas e dálias. Entre as ervas aromáticas, irão brilhar a camomila, o cebolinho, os coentros, a cidreira, a lavanda, o manjericão, os orégãos, a salsa e o tomilho.

O novo projeto é o primeiro passo do conceito ‘Pacheca Nature’, “que visa um compromisso sério com a sustentabilidade e com o ambiente, e que pode vir a ser mais um motivo de atração turística, num local onde a oferta é muito diversificada”.

As preocupações com a sustentabilidade refletem-se, igualmente, no uso exclusivo de materiais reutilizados da quinta para dar forma à horta. A cerca, os canteiros, a estufa e o centro de compostagem, por exemplo, “foram criados de raiz e integralmente com paletas, paus e pedras da vinha, sobras de construções da área do hotel e da atividade agrícola e vitícola”.

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