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Vicky Marshall, a provadora de comida de animais que adora jantar com os cães

Criou uma marca — a Hug — com propostas feitas à base de carne e vegetais que também utiliza nas suas refeições.
Esta comida de animais só usa ingredientes naturais.

A maioria dos donos de cães limita-se a abrir latas de comida e sacos de ração para dar aos animais. Vicky Marshall faz muito mais que isso. É provadora de comida para cães e tem uma marca com sugestões que usa até nas suas próprias refeições. “É uma loucura alimentar cães com coisas que os seres humanos não comem”, explicou ao jornal britânico “Metro.UK”.

Tem 51 anos e é responsável pela marca Hug, de comida para animais. Nas redes sociais, por vezes, até partilha vídeos com receitas que os donos podem preparar — e não se limita a mostrar como retirar o conteúdo das embalagens para uma taça.

Nunca simpatizou com a ideia de alimentar os seus animais com uma refeição saída de uma lata, com “carne pastosa e questionável”, conta. Daí ter tido a ideia de criar a sua marca. “Gosto de pensar em formas de dar aos animais uma dieta com comida real.”

Vicky é original de Berkshire, mas atualmente vive em Wiltshire, a cidade em Inglaterra onde fica a sede da empresa. Nos preparados que vende usa vegetais frescos, ervas e carne. “A minha comida para animais é realmente honesta e até prefiro jantar com os meus cães do que com a maioria dos humanos.”

Tem dois labradoodle, um com 8 anos, o Fletcher, e outro com 13 anos, o Rudi Doodle. Foram as primeiras cobaias do negócio que montou. “Espero que os donos de animais mudem os seus hábitos, dando-lhes uma dieta mais saudável. Também é possível reduzir o desperdício alimentar ao dar-lhes opções como bananas esmagadas, por exemplo.”

Vicky Marshall tem dois cães labradoodle.

Sobre as marcas que existem no mercado britânico, o que mais conhece, considera que há empresas a fazer falsas promessas nos produtos que colocam no mercado. “Usam alimentos que podem ser bons para animais, mas seriam catastróficos se consumidos por humanos.”

E continua. “Alguns estão cheios de vísceras e ossos, muitos com hidratos de baixa qualidade ou muitas leguminosas.” Foi este também outro dos motivos que a levou a criar a marca. “Uso os melhores ingredientes, de qualidade, para uma dieta humana. A melhor forma de provar isso era mostrar que até os podia comer.”

Quem quiser também o pode fazer em casa. Vicky aconselha que para humanos o conteúdo seja cozinhado — para os animais pode ser consumido cru. A empresária enviou algumas amostras para o jornalista do “Metro.UK” para comprovar a teoria.

Ainda assim, o repórter não ficou grande fã das preparações. Já os animais adoraram as propostas da Hug. Existem sugestões para cão e gato.

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