Os pouco mais de 50 metros quadrados e 18 lugares tornaram o Izakaya de Cascais acolhedor, mas pequeno para tanto sucesso. Sempre cheio, com fila de espera e uma clientela fiel, precisou de crescer e, esta terça-feira, 18 de novembro, o projeto chegou finalmente à capital. O novo Izakaya abriu na zona do Príncipe Real.
“Este parece-nos um caminho natural, avançar para Lisboa”, explica André Simões de Almeida, um dos fundadores do espaço. “Queremos abrir vários izakayas no país. Não só em Cascais, mas também em Lisboa. É um conceito muito urbano. E achamos que Lisboa tem exatamente o perfil para receber um conceito destes.”
O novo restaurante foi pensado ao detalhe — e com inspiração direta vinda do Japão. “Nós estivemos agora em Tóquio 15 dias todos. E deu para perceber exatamente que tínhamos acertado em cheio no espaço que alugámos agora em Lisboa. Porque é muito semelhante a isso tudo.”
Situado numa antiga fábrica de cerâmicas, o restaurante ocupa agora um espaço duas vezes maior do que o original em Cascais. No total, tem capacidade para cerca de 40 pessoas, mais uma zona de espera com 15 lugares. Apesar das diferenças de dimensão, o espírito mantém-se. “É uma evolução natural do modelo que já existe. A carta é praticamente a mesma, mas vamos trabalhar com mais especiais que vamos variar consoante a altura do ano e a sazonalidade dos produtos”, adianta.
E o conceito continua igual: informal, urbano e com muita música. Já na ementa, é possível petiscar a começar pela famosa katso sando (18€), uma sanduíche de porco panado, e a kamo gyoza (12€), com recheio de pato, foie gras e cogumelos. Também há pratos de peixe, como o nanbanzuke (9€), um escabeche japonês, ou as ostras com ponzu e limão kosho (13€).
Nas propostas mais quentes e saciantes estão os pratos da secção Gohan. Destaca-se o toro yokke chirashi (24€), com atum gordo, ovas e gema, e o gyudon (24€), com wagyu, gema e furikake. Já nas opções fritas, há karaage (10€), frango com maionese de alho, kakiage (20€), tempura de legumes, camarão e lula, ou a clássica ebi tempura (16€), apenas com camarão.
Em grande continuam as espetadas asiáticas, o yakitori, com opções de coxa de frango (8€), pele de frango crocante (5€)m coiração (8), fígado (6€). Também há opções mais improváveis como sori desu (9€), ostra de frango, e outras vegetarianas, como o shitake (8€) e os espargos (8€). As sobremesas seguem o mesmo espírito excêntrico da carta. A furenchi tosuto (8€), uma rabanada feita com brioche de Hokkaido, ou a ringo no chokoreto (8€), com maçã, caramelo de miso e chocolate branco, são dois bons exemplos.
Para acompanhar, conte com muito saké e outros tantos cocktails irreverentes que combinam com o ambiente que é tudo, menos discreto. As paredes estão forradas a néons com caracteres japoneses, há prateleiras com dezenas de gatos da sorte iluminados, iluminação dramática em tons de vermelho, azul e laranja, e um bar longo com vista direta para a cozinha. O espaço é caótico no melhor sentido possível, uma estética que encaixa perfeitamente no conceito. Ou, como descrevem os próprios, “um caos organizado”.
Segundo André Simões de Almeida, esta aposta na iluminação foi intencional: “Achamos que a luz faz um papel muito importante aqui. Sistema de som. Mas o conceito é exatamente o mesmo.”
O restaurante não tem esplanada, mas isso é propositado. “É exatamente as características procuradas por um izakaya. Parece um beco das ruas de Tóquio.”
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