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Que se foda: o vinho viral está de volta para mais uma edição que promete esgotar

Está disponível num pack com as referências de branco e tinto, mas também há novos artigos, como canecas ou sweatshirts.
Está de volta numa versão confinada.

Começou com uma versão de tinto que esgotou em poucas horas, o Que se Foda 2020. Umas semanas depois, a referência voltou a estar disponível, desta vez em branco. O resultado foi o mesmo e em poucas horas as mil garrafas esgotaram. Para quem não foi a tempo de comprar, tem mais uma oportunidade, já que foi lançada outra edição limitada.

O projeto do artista plástico português Francisco Eduardo, de 36 anos, voltou a ganhar mais uma versão, agora relativa ao confinamento. No rótulo das garrafas, além do já tradicional Que se foda, lê-se “confinada” escrito a dourado. Desta forma, é feita uma referência ao atual estado do País, que se encontra confinado, mas também ao título de reserva, que é dado a opções de vinho mais premium.

“Também estivemos confinadas”, e “é de comprar já porque tem escrito ‘reserva’ a dourado”, são algumas das frases que fazem parte da nova versão disponível no site, que voltou a ficar disponível esta sexta-feira, 5 de março.

Esta nova edição é vendida num pack com as duas garrafas, a de branco e a de tinto, com o tal rótulo onde se lê “confinada” e “não se assuste com o nome, Que se foda é um vinho do caralho”. Está à venda por 62€. Esta versão é enviada numa caixa de madeira onde se encontra gravado a quente a marca do vinho. São mil os packs que vão estar disponíveis.

Em relação às referências, o Que se foda 2020 é um Syrah de 2017, com 13,5 por cento de teor alcoólico. Já o Que se foda o tinto, que na verdade é o branco, junta as castas Fernão Pires e Chardonnay e tem 13 por cento de álcool. Os vinhos que Francisco Eduardo usou nesta marca são da Adega da Azueira, na região de Lisboa.

Este pack não é só um pack de vinho. O vinho é um veículo perfeito. Em 2030 será um documento do confinamento que marcou o nosso ano, acredito”, explica à NiT Francisco Eduardo sobre esta nova versão que acabou de lançar.

Desta vez não se limitou ao vinho, já que no site estão ainda à venda canecas e sweatshirts. A abordagem é a mesma encontrada nos rótulos. “Não há copos lavados? Que se foda”, lê-se na caneca que custa 10€. Já a sweatshirt, que só está à venda no tamanho M, diz “não sabes o que vestir? Veste uma merda qualquer, que se foda”. É toda em branco, só com estas frases escritas a preto, e custa 45€.

Esta foi a primeira referência lançada.

Francisco Eduardo desenvolveu este projeto como uma resposta ao ano complicado de 2020. “A ideia veio deste ano que todos estamos a passar. As pessoas estão descontentes com não poderem sair de casa, de não fazer o que faziam. Senti a necessidade de o exteriorizar”, explicou à NiT na altura do lançamento da primeira referência.

“Um rótulo que diz este palavrão tem de apresentar alguma seriedade e foi isso que quis transmitir”, continuou. O artista criou algo clássico, clean, com atenção na escolha do papel, com algum relevo e textura, e também muito pensado no tipo de letra com que as frases iriam aparecer. A escolha foi a Georgia.

Francisco Eduardo, o responsável por esta ideia, é natural de Aveiro e estudou na escola de Belas Artes do Porto. Já trabalhou, e trabalha por vezes, para agências de publicidade. Atualmente, tem uma empresa com outro sócio, o estúdio Eles, onde faz direção de arte para anúncios, design e serigrafias. Também já tinha feito alguns rótulos de vinhos, por isso a experiência não foi inédita. 

Desta vez juntou canecas e sweatshirts.

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