Durante décadas, milhares de passageiros passaram pela Gare Marítima de Alcântara antes de embarcarem rumo a outros destinos. O edifício, inaugurado na década de 1940 e eternizado pelos painéis de Almada Negreiros, continua a ser um dos marcos mais emblemáticos da frente ribeirinha de Lisboa. “É um espaço com grande simbolismo em termos de património”, conta Jorge Costa, vice-presidente da Visabeira Turismo e Imobiliária, à NiT.
Quando o grupo soube que iria haver uma concessão para a área de restauração, sabiam que não podiam deixar escapar a oportunidade. “Estamos muito vocacionados para espaços icónicos, únicos e com história”, confessa. Foi essa combinação que levou a empresa a criar ali o novo Gare Restaurant & Terrazza Martini.
O restaurante e bar abriu portas no início de junho, num local por onde também passaram projetos como o Salsa Latina e o Buddha Bar. Agora, a oferta gastronómica assenta numa espécie de steakhouse contemporânea portuguesa, com um especial foco nas carnes nacionais vindas das regiões Centro e Norte do País.
“Pretendemos assentar muito na qualidade do produto, mas também ter uma cozinha cuidada. A nossa oferta vive da componente gastronómica, mas também de todo o enquadramento que este espaço oferece”, refere o responsável de 55 anos.
Desde a abertura que vários pratos têm recebido elogios dos clientes. Entre os destaques estão o costeletão grelhado com arroz branco e batata frita (57€ por quilo), pensado para os apreciadores dos cortes mais generosos, e a tradicional vitela assada no forno (27,50€ por pessoa).
“O filé à Jefferson tem-nos surpreendido muito. É um dos pratos mais pedidos e praticamente se tornou um favorito dos clientes”, acrescenta Jorge Costa. Este prato custa 35€ e é, essencialmente, um bife de lombo com molho trufado, tagliatelle, queijo ralado, azeite trufado e natas.
A carta, no entanto, não se limita aos amantes de carne. O restaurante inclui também opções como bacalhau à aruquesa (35€), camarão-tigre com batata frita e salada (99€ por quilo) e, para quem preferir alternativas vegetarianas, um risotto de cogumelos porcini (20€).
O espaço dispõe de 92 lugares sentados no interior e aposta numa decoração inspirada na história da própria Gare Marítima. A ideia passou por “recriar o ambiente elegante dos antigos paquetes que partiam de Lisboa”. “A sala do restaurante foi inspirada nas salas de refeições dos antigos navios de passageiros”, explica. “Os candeeiros, os bancos e as mesas foram pensados ao detalhe.”
Mas é no exterior que surge uma das componentes mais diferenciadoras do projeto. Além da área de restauração, foi criada a Terrazza Martini, resultado de uma parceria com a conhecida marca italiana. O espaço funciona como uma extensão mais descontraída do conceito, apostando em cocktails, música e numa vista privilegiada sobre o rio Tejo e a Ponte 25 de Abril. “Temos uma esplanada quase infinita sobre a água”, descreve.
Ao fim de semana, a formalidade é trocada pelos DJ sets e “a atmosfera é mais animada”. “Queríamos criar uma zona social e descontraída, complementar ao ambiente mais formal do restaurante.”
A inspiração para a parte de fora veio de algumas das grandes cidades europeias. “Pensámos muito nos terraços que existem em cidades como Milão ou Paris, locais onde as pessoas gostam de estar simplesmente a desfrutar do ambiente, da vista e de um cocktail ao final da tarde.”
Poucas semanas após a inauguração, o feedback, garante, tem sido bastante positivo. Além dos elogios à cozinha, os clientes destacam frequentemente o serviço “próximo e personalizado”. Há ainda um fator que surge repetidamente nas opiniões: o regresso de um espaço que muitos lisboetas julgavam perdido.
Carregue na galeria para conhecer melhor o Gare Restaurant & Terrazza Martini.








