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A história do Eneko Lisboa, o novo restaurante com estrela Michelin em Portugal

O chef Eneko Atxa é um nome repetido várias vezes no Guia. Em Espanha tem cinco estrelas, agora conseguiu a primeira no nosso País.
É o mais recente estrela Michelin de Lisboa.

Ganhar estrelas Michelin não uma experiência nova para o chef basco Eneko Atxa. Só em Espanha já tem cinco: três com o Azurmendi, outra com o Eneko Bilbau e mais uma com Eneko, que fica próximo do Azurmendi. Agora, há um novo Eneko a juntar-se à constelação do chef, desta vez o restaurante de Lisboa, que abriu em setembro de 2019. Pouco mais de um ano bastou para conquistar os inspetores, até porque muitos deles já conheciam o trabalho que fazia no país vizinho.

O Eneko Lisboa foi uma das duas novidades do guia Michelin de 2021 para Portugal e Espanha, apresentado esta segunda-feira, 14 de dezembro, num evento online a partir de Madrid, em Espanha. O 100 Maneiras, de Ljubomir Stanisic, foi outro dos vencedores nacionais.

Eneko Atxa chegou a Portugal aos pares. Não trouxe apenas o agora estrelado restaurante homónimo, mas também o Basque. Abriram na mesma altura, em 2019. Os dois projetos foram criados em parceria com o Penha Longa Resort, mas não ficaram no hotel, onde já existem outros dois espaços com estrela Michelin: o LAB by Sergi Arola e o Midori, o único japonês em Portugal com esta distinção.

O restaurante fica no Antigo Alcântara Café. Cedo se assumiu com um projeto de fine dining com dois menus de degustação: O Erroak e Adarrak. Para o restaurante em Portugal, Eneko Atxa trouxe alguns dos seus pratos mais conhecidos, que encontra no primeiro menu (110€), mas também algumas novidades, que estão disponíveis no segundo (125€).

Uma das sugestões de maior destaque é o lavangante assado, servido com molho e manteiga de café. Os camarões da Costa com granizado de tomate e o Casteñeta de porco ibérico com caldo de legumes são outras das propostas.

Há ainda rabo de boi com crosta de pão e caldo legumes, pescada em tempura com molho de pimentos grelhados, ou o salmonete servido de duas formas, braseado e assado com molho de pimentos vermelhos e ervas.

Se estava com vontade de marcar uma visita, vai ter de esperar algum tempo. Segundo o site do restaurante, o espaço está neste momento encerrado, nem sequer é possível fazer uma reserva. Por enquanto, não há previsão de uma reabertura.

Eneko Atxa abriu o Azurmendi em 2005. O restaurante de Larrabezúa, no País Basco, em Espanha, é o 14.º na lista do World’s 50 Best, tem três estrelas Michelin e já foi considerado por duas vezes o restaurante mais sustentável do mundo.

O espaço é capaz de produzir a própria energia e até reutiliza a água das chuvas para as hortas próprias. Tal não acontece em Lisboa, mas quem sabe se esta estrela não incentiva a chef a querer construir um espaço deste género em Portugal.

Eneko Atxa deu os primeiros passos na cozinha com a ajuda da mãe na cidade onde nasceu, Amorebieta, Espanha. Entrou para a escola de hotelaria de Leioa, assou pelas cozinhas dos prestigiados chefs Baserri Maitea, Andra Mari e Martin  Berasategui, que também tem um restaurante estrela Michelin na capital portuguesa, o Fifty Seconds. Em 2000, foi eleito o melhor jovem chef em Espanha. Ganhou a primeira estrela Michelin em 2007 com o Azurmendi. Este ano, o chef ganhou também a estrela Verde, a nova distinção do guia, com o Eneko em Larrabetzu.

Um dos pratos que pode experimentar.

 

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