Restaurantes

Ajitama Ramen Bistro: os noodles têm um novo templo em Lisboa (com opções vegetarianas)

Cocktails de assinatura exclusivos e um ramen vegan são novidades do projeto, que importou casas de banho inteligentes do Japão.
Já pode visitar.

Os apreciadores da boa comida japonesa têm um novo spot de paragem obrigatória. Chama-se Ajitama Ramen Bistro e fica no 47A da Rua do Alecrim. O mais recente capítulo da feliz história que é o Ajitama, contudo, começou a ser escrito pelos amigos António Carvalhão e João Azevedo Ferreira, ambos com 39 anos, há muito tempo.

Os dois viveram na Ásia, por diferentes motivos, durante longas temporadas. António morou em Hiroshima, no Japão, em 2006, na sequência de um programa de intercâmbio, estilo Erasmus. Já João esteve na China, com idas quinzenais ao Japão, entre 2010 e 2014. Nestes períodos, a dupla apaixonou-se pelo ramen, “um prato de massa que se serve num caldo à base de carne, peixe ou legumes e é o mais consumido no Japão”, começa por contar Carvalhão à NiT.

“A única forma de provarmos esta receita era quando viajávamos, visto que, na altura, não se encontrava em Portugal. Nem sequer se falava sobre o mesmo. Decidimos então, em dezembro de 2015, criar um projeto em que fosse protagonista, não só para o podermos comer com maior facilidade, mas também porque pensamos tratar-se de uma boa oportunidade de negócio. Podíamos ser os primeiros a trazer a especialidade para cá”, acrescenta.

Para se prepararem, passaram os 13 meses seguintes em testes e a aprender tudo o que podiam, através de livros e vídeos no YouTube. “Fizemos provas todos os fins de semana até considerarmos ter um bom produto para apresentar. Inicialmente, chegávamos ao cliente em formato supper club, com o qual recebemos 12 pessoas em casa, por um ano e meio, todos os sábados. Queríamos perceber como seria a receção do público. Esta acabou por superar todas as expetactivas. O sucesso foi tal que acabamos com mais de 1.800 pessoas em lista de espera. Foi quando decidimos que estava na hora de abrir um restaurante. Viajamos até ao Japão para um curso profissional, já que a minha formação é em gestão e a do João em economia, e inauguramos a casa em janeiro de 2019”.

No espaço próprio, seguiram a filosofia que lhes deu fama, ao “fazer tudo de raiz, desde os caldos cozinhados, alguns deles por pelo menos 18 horas, aos temperos caseiros. A única exceção eram os noodles, que importávamos do Japão”, explica António.

Na nova casa, acabaram-se as exceções, uma vez que, agora, até os noodles são feitos de forma artesanal. Este facto é celebrado na decoração. “Se no restaurante da Avenida Duque do Loulé, o Ajitama, um ovo cozido por fora e cru por dentro que está entre os nossos toppings de ramen favoritos, é a estrela, aqui as estruturas de madeira, que são 267 no total, prestam homenagem ao noodle”.

Oficialmente, o Bistro foi inaugurado esta quinta-feira, 24 de novembro, mas antes realizaram alguns jantares exclusivos. “Quisemos premiar os tais 1.800 clientes que não conseguiram jantar no supper club, assim como os que o fizeram, dando-lhes a a hipótese de provar as novidades da carta em primeira mão. Também convidamos os nossos melhores clientes, seja os presenciais ou através do delivery”.

As atualizações da ementa assentam em três pontos. “Introduzimos o Kashunattsu Tantanmen (15,9€), um ramen picante que tem uma pasta feita à base de sementes de sésamo e caju triturado, o que lhe dá uma complexidade adicional e acrescenta camadas de sabor que o tornam mais denso e encorpado. É o que distingue a nossa proposta de outras versões”, explica António. Nas entradas, aparecem agora os Padron Togorashi (5,8€), pimentos picantes ao estilo nipónico.

Há, ainda, boas notícias para a comunidade vegana, com a criação de um ramen de 100 por cento vegetal (15€). “Já tínhamos um vegetariano (14,5€), mas pediam-nos, cada vez mais, uma opção vegan, não só para quem segue esta dieta, mas para os vegetarianos que queriam uma alternativa à única possibilidade do menu. Os dois são feitos à base de caldo de vegetais. A única diferença é que, enquanto o antigo tem uma base de puré de abóbora, o novo resulta da junção de miso vermelho com miso branco e soja, em que o tofu surge envolto em couve roxa e rebentos de soja, flor de lótus, cenoura baby, cogumelos e alga nori”.

A carta de cocktails e de vinhos foi igualmente reforçada. “Alargamos a seleção de vinhos disponíveis, com referências premium, mais pelos clientes, como turistas, que pensamos ser capazes de atrair nesta localização. Os cocktails são todos de assinatura e têm, obrigatoriamente, um ingrediente japonês na composição, seja o saké, o wasabi ou as sementes de sésamo”. O Shiro Budo Gin (7€), com gin, vinho do Porto branco, shochu, erva príncipe, uva verde e limão, é uma das novidades que só encontra no segundo espaço.

Mais do que um restaurante, o Ajitama quer funcionar quase como uma máquina de teletransporte para o Japão, o que se nota em detalhes como “a parede com placas de madeira, na qual os clientes são convidados a escrever os seus desejos, como acontece nos templos nipónicos”. As casas de banho imersivas com sanitas inteligentes, típicas do país do sol nascente, também se encontram por aqui.

“No Japão, há sanitas muito peculiares, com repuxo para as pessoas lavarem as suas partes íntimas, sistema de vento para se secarem, tampo aquecido e muito mais. Quisemos trazê-las para cá de modo a que as pessoas conheçam ou recordem viagens anteriores. A experiência fica completa com um sistema de som que passa em looping o que se ouve na viagem de comboio entre Tokyo e Sapporo”, revela António.

Carregue na galeria para espreitar o espaço e tudo o que pode para provar no novo Ajitama.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua do Alecrim, 47A.
    1200-195. Lisboa
  • HORÁRIO
  • Terça-feira a sábado das 15h30 à meia-noite.
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Japonesa

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