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Ameaça Vegetal: Diogo Noronha abre restaurante flexitariano a pensar no futuro

É o novo projeto virtual de Lisboa e junta um menu de base vegetal a pensar numa redução do consumo animal.
Diogo Noronha foi chef do Pesca.

Está previsto um espaço físico e uma food truck que irá passar por vários pontos de Lisboa, mas, por enquanto, o Ameaça Vegetal é um restaurante dedicado ao take-away e delivery, como muitos outros projetos que se estrearam nos últimos meses. Diogo Noronha, o ex-responsável pela cozinha do Pesca, no Príncipe Real, é o chef executivo deste conceito que tem por base uma dieta flexitariana.

Não é restritivo ao ponto de só ter pratos vegan e vegetarianos, mas a base é muito vegetal, a pensar na sustentabilidade e numa maior redução de ingredientes de origem animal. “O nome [Ameaça Vegetal] é uma provocação para aquilo que será uma ameaça no futuro, no bom sentido, naquilo que consumimos e na utilização dos recursos”, explicou o chef na apresentação de imprensa desta quarta-feira, 17 de março, que decorreu via Zoom.

“Esta é uma alternativa para pessoas que queiram reduzir a sua pegada ecológica”, continua. Este é mais um conceito do coletivo Foodriders, que junta vários profissionais do setor da restauração e gastronomia, entre eles Diogo Noronha, que é um dos co-fundadores. Outros dos projetos que fazem parte é o Las Gringas, que surgiu em 2020, de Damian Irizarry e Marta Fea, que tinham criado o Pistola Y Corazón.

A ideia do Foodriders é continuar a crescer além do Ameaça Vegetal, que terá um espaço físico e uma carrinha de street food. Até ao final do ano prometem novidades, tal como foi confirmado ao longo desta apresentação. O foco da conversa foi mesmo este novo restaurante virtual que tem direito a uma cozinha na zona da Penha de França, onde é possível fazer take-away, mas também delivery, num exclusivo com a Uber Eats.

“O take-away e o delivery são um desafio e o futuro da restauração passa por isso. Vamos ter de nos adaptar e conseguir fazer chegar as sugestões a todas as pessoas que estão à distância. É um adaptar a uma nova forma de serviço, mas o modelo de cozinha não se afasta muito do normal”, explica o chef Diogo Noronha.

O menu junta sabores de várias culturas, técnicas e ingredientes também, sempre com a aposta na sazonalidade, em pequenos produtores e biológicos. Há propostas para quem segue vários tipos de regimes alimentares e sugestões que vão desde snacks e entradas mais rápidas a sandes, sopas e pratos mais compostos.

Bolo de amora e gordura de pato (9,15€).

Nas sopas, por exemplo, tem a de cogumelos com folha de shiso e arroz tufado (9,70€); a de batata doce com gengibre, jalapeño e noodles de batata doce (6,80€); a de cherovia, alho e tostas de milho (7,93€); ou o bisque de camarão com folhas de mostarda e cabeças de camarão (8€).

As sandes são outras das apostas. Em focaccia de fermentação natural é servida, por exemplo, a que junta couve flor assada no forno, creme de grão, espinafres selvagens e vinagrete de tamarindo (9,15€). Já num bun de trigo e centeio tem a com bacalhau frito, maionese de cebola caramelizada, furikake, e cenoura (9,50€).

Já para comer de faca e garfo há cenouras assadas com mel, cardamomo, malagueta, couve kale e avelã (11,50€); a raiz de aipo com feijão verde, molho remoulade e parmesão (9€); ou os cogumelos estufados com batata doce, grelos de nabiça, beringela e um biscoito salgado de centeio e tomate (9,76).

Nas sobremesas, também entregues em casa ou em take-away, tem o bolo de avelã e trigo sarraceno com mousse de chocolate e abacaxi com calda de especiarias (6,71€); ou o bolo de gengibre e limão com maçã assada, creme de pasteleiro e sementes (6,10€).

Tudo isto pode ser acompanhado com um dos cocktails e bebidas criados por José Pedro Oliveira, o ex-bartender do Pistola Y Corazon. Há opções preparadas com fruta macerada a frio, kombuchas, chás, vinhos naturais, mas também uma seleção de sakes e mezcal.

A identidade visual do Ameaça Vegetal, criada por Marta Fea e Jaime Carmona, vai também muito na linha do conceito, mostrando que as regras e aquilo que se dá como adquirido se encontra numa constante transformação. O coletivo Foodriders, nesta mesma lógica, cria ainda projetos com vários artistas na área da sustentabilidade.

O novo restaurante vai estar disponível para pedidos na Uber Eats a partir das 19 horas da tarde desta quinta-feira, 18 de março.

Carregue na galeria para conhecer alguns pratos do novo Ameaça Vegetal.

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