A emblemática Confeitaria Cister, conhecida por ser um dos espaços mais frequentados por Eça de Queirós no século XIX, despediu-se dos clientes no dia 2 de janeiro, com uma mensagem emotiva nas redes sociais.
Fundado em 1838, o histórico espaço da Rua da Escola Politécnica, em Lisboa, vai deixar saudades a quem se habituou ao aroma convidativo do café e dos doces acabados de sair do forno.
“Foram anos de trabalho, dedicação e muitas histórias partilhadas à volta da mesa. A todos os clientes que entraram, voltaram, recomendaram, confiaram e fizeram parte do nosso dia a dia: obrigado. Cada visita, cada conversa e cada escolha fizeram sentido graças a vocês. Saímos de coração cheio e com uma enorme gratidão”, pode ler-se na publicação.
A pastelaria era também famosa pela marmelada criada pelos monges da Ordem de Cister, que estiveram à frente da casa até meados da década de 1940. A receita, preparada em formas de bronze, continuava a ser um sucesso entre lisboetas e turistas. Para além dos doces, o menu incluía sandes, tostas, sumos e pratos típicos da gastronomia portuguesa.
O motivo do encerramento não foi divulgado pelo espaço. A NiT tentou contactar os responsáveis pela Cister, mas não obteve resposta até ao momento.
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