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Asimami: o novo restaurante onde viaja por toda a Ásia sem sair de Aveiro

Há propostas coreanas, vietnamitas, tailandesas e até filipinas. No final, parece que fez uma grande odisseia gastronómica.

Em 1908, o japonês Kikunae Ikeda mudou a forma como pensamos o sabor ao identificar o umami, palavra que, em japonês, significa delicioso. A descoberta contrariou a ideia dominante de que a língua só distinguia quatro sabores básicos: ácido, salgado, doce e amargo.

Hoje, esse quinto sabor está em quase tudo o que comemos, do tomate aos cogumelos, e torna-se ainda mais evidente em produtos industriais como batatas fritas ou bolachas infantis. Foi também o ponto de partida para o nome do novo restaurante de Aveiro, Asimami, que junta Ásia e umami “para os clientes saberem ao que vão”.

A ideia partiu de Eva Hipólito. A chef de 28 anos, que gere com o namorado Luís Dinis (31) o restaurante Ryoko, decidiu avançar com um novo projeto dedicado à gastronomia asiática. O Asimami abriu no final de agosto, em soft opening até outubro, e mora mesmo no centro de Aveiro.

A carta é composta por propostas criadas pela chef e inspiradas em várias cozinhas asiáticas. Entre os pratos, encontra-se o pad thai (desde 15€), o chicken cashew nuts (15,90€), um salteado de frango com legumes, caju, molho agridoce e arroz de jasmim, o laksa (18€), uma sopa de noodles de arroz com camarão e caldo picante típico da Malásia, e ainda o jjigae (16€), um estufado coreano com kimchi e barriga de porco. Para os dias mais frios, o vietnamita pho (16€), uma das sugestões mais pedidas. A sopa vietnamita é feita com noodles de arroz, carne de vaca, rebentos de soja, malagueta, coentros, hortelã e caldo à base de carne e especiarias.

“Os noodles são caseiros, assim como as restantes preparações. Fazemos tudo cá”, explica Eva, que começou a explorar a cozinha asiática quando trabalhou com Paulo Morais, no Kanazawa, em Lisboa. “Aprendi muito com o chef Morais, porque embora fosse cozinha japonesa, trabalhávamos muito com técnicas tailandesas e de outras cozinhas asiáticas”, acrescenta.

Depois de viver em Lisboa durante alguns anos, onde tirou o mestrado em inovação culinária na Escola de Hotelaria do Estoril, Eva regressou a Aveiro para estar mais próxima da família. A mudança permitiu-lhe explorar novos projetos, como o que viria a transformar-se no Ryoko, que nasceu na cozinha do apartamento que partilhava com o namorado.

À NiT conta que tudo começou como uma brincadeira. “Tinha tempo a mais”, recorda. O espaço onde trabalhava, o Armazém da Alfândega, foi encerrado na sequência de um curto-circuito que provocou um incêndio. A chef começou por cozinhar para amigos e, mais tarde, para entregas. Com o tempo, passou a ser convidada para eventos pop-up e sessões de chef privado em casa dos clientes.

Quando a cozinha do apartamento se revelou insuficiente para a produção, Eva e Luís abriram o Ryoko, dedicado à cozinha japonesa, sobretudo ao ramen. O sucesso levou-os a procurar um novo espaço, mais central e com melhores condições. O conceito foi alargado e, com o Asimami, passaram a explorar outras gastronomias asiáticas ainda pouco representadas em Aveiro. “As cozinhas coreana, tailandesa e vietnamita não existiam aqui. Decidimos apostar nesta ideia, que surgiu após algumas viagens ao Japão e à Tailândia”, explica.

Com capacidade para 38 pessoas, o restaurante aposta em pratos para partilhar. “Além dos principais, que já se tornaram clássicos, temos reparado que os clientes gostam de pedir diferentes entradas para provarem coisas diferentes”, refere. Entre os mais pedidos estão os siomai (8€), dumplings das Filipinas com porco, camarão e cogumelos, os spring rolls (7€) com vegetais e molho agridoce, e o tártaro de vaca com gema de ovo, pera coreana e pinhões (13,50€), típico da Coreia.

Na carta de sobremesas destaca-se o mango sticky rice (7€), da Tailândia, o pudim de tapioca com amendoim e banana caramelizada (6,50€), do Vietname, e os donuts torcidos com açúcar e canela (7€), uma receita coreana que Eva compara às farturas das feiras populares, embora com uma textura diferente devido à farinha de arroz.

A carta de bebidas inclui cocktails de autor, seis com álcool e dois pensados para quem prefere bebidas não alcoólicas. “Foi feita por um barman amigo, o Flávio Próspero, e baseada em ingredientes e bebidas asiáticas”, conclui Eva.

Carregue na galeria para descobrir o novo espaço em Aveiro de cozinha asiática.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. de José Rabumba 18,
    3810-165 Aveiro
  • HORÁRIO
  • Terça e quarta das 19h às 22h
  • Quinta das 12h às 14h30 e das 19h às 22h
  • Sexta e sábado das 12h às 14h30 e das 19h às 22h30
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Asiática

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