Restaurantes

Atlas Leiria abre novo terraço colorido com vista para o castelo

Inicialmente, o negócio foi criado para ser um hostel, mas acabou por se transformar num restaurante. Tem sido um sucesso.
O terraço foi restaurado.

O Atlas Leiria foi pensado para ser um hostel cool e irreverente em Leiria. Mas, ao contrário do que os fundadores projetaram a 22 de maio de 2015, acabou por ficar conhecido apenas e só pelo seu restaurante. Agora, há um motivo extra para passar por lá: o novo terraço ao ar livre abriu oficialmente a 12 de abril.

Por altura da inauguração, no primeiro andar do tal hostel, ficavam as áreas comuns: o bar, uma sala de pingue-pongue, uma cozinha partilhada e uma camarata para oito pessoas. Já no piso de cima ficavam os restantes 12 quartos.

O negócio surgiu pelas mãos de Luís Marques, à data com 27 anos, e de Hugo Domingues, acabado de fazer 22. “Tinha terminado o curso de Economia, no Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa, o Luís já pensava em abrir qualquer coisa deste género, e eu queria ter algo meu. Começámos a ver o que é que havia na zona e decidimos que o mais interessante seria um hostel”, contaram à NiT na época de abertura.

No centro histórico de Leiria descobriram um edifício que estava abandonado há três ou quatro anos, onde havia funcionado o sindicato de trabalhadores. “Ficámos fascinados”, disse Hugo Domingues. 

Em 2019, acabaram por abrir um restaurante com comida de todo o mundo, não fosse o nome do projeto (Atlas) significar precisamente o conhecimento e a descoberta das viagens. Teve tanto sucesso que em 2020, durante a pandemia, decidiram dedicar-se exclusivamente à restauração.

“Já não fazia sentido a parte do hostel, transformámos completamente o segundo piso e dos 13 quartos fizemos várias salas de jantar privadas e três ateliês”, conta Hugo Domingues à NiT.

Destes três ateliês, atualmente, dois estão ocupados por membros do staff e um está livre. “Temos pessoas a trabalhar connosco que são muito talentosas e têm os seus próprios projetos. A verdade é que quando quisemos que estes espaços se transformassem em locais de trabalho nunca pensamos que viriam a ser de colaboradores nossos, mas foi uma coincidência gira.”

“Ter as salas privadas foi uma aposta ganha. A verdade é que as pessoas aderiram muito. Naquela altura, toda a gente tinha medo de sair à rua, e o facto de ser uma coisa mais íntima, sem multidão, fazia com que os clientes se sentissem confortáveis.”

Hugo Domingues acrescenta: “Fomos fazendo sempre tudo a pouco e pouco consoante éramos capazes e em 2021 abrimos o terraço pela primeira vez. A verdade é que o espaço estava mal aproveitado, mas nunca dedicámos muito tempo a isso, até este ano. Agora está finalmente a funcionar em pleno.”

Com uma vista deslumbrante para o castelo, que estava tapada por uma cerca de palha, passou a haver também um bar na zona interior, diretamente ligado e que dá apoio à parte exterior. “Foi inspirado no Japão e a decoração segue toda esse tema. É um sítio para aproveitar o momento e apreciar a vida.”

A par disto, este mês de abril, o restaurante voltou a ter uma programação mensal fixa, coisa que não acontecia desde a altura da Covid. “Há quatro eventos que acontecem sempre, que são o brunch à americana, mais salgado, como é feito tipicamente nos EUA, um jantar conversa com alguém que vai partilhar uma história sobre uma viagem, o Ramen Day, o dia em que a cozinha só prepara ramen e o jantar temático de um país, que em março foi sobre o Bangladesh e em abril é sobre a Coreia do Sul.”

“É esta a nossa essência, servimos comidas de todo o mundo, mas a verdade é que somos dos poucos que o fazemos de forma fidedigna. Muitas vezes nós vamos aos restaurantes que servem comidas de outras nacionalidades e eles acrescentam sempre um twist. Nós não fazemos isso, porque queremos que as pessoas tenham a experiência mais verídica possível do que seria uma refeição na outra ponta do mundo.”

Pela carta vai encontrar especialidades de todos os continentes. Há pratos da Itália (11€), Tailândia (12€), Grécia (9€), México (12€) ou Hawai (14€). Hugo aconselha os clientes a pedirem a tábua do dia (35€) — desta forma podem viajar para vários destinos. Esta proposta traz vários petiscos para serem partilhados e todos são de zonas diferentes.

“O Mizze à la Atlas (17€), uma forma de comer no Médio Oriente, também é das nossas sugestões com mais sucesso. Fazemos por marcação para grupos com mais de 10 pessoas e tem o mesmo sistema: partilhar entre várias pessoas alguns petiscos, neste caso só desta região.” Para acompanhar qualquer um destes pratos, o proprietário sugere um Moscow Mule (7€).

Sobre o ambiente, Hugo Domingues não podia estar mais orgulhoso. “A decoração é toda muito cheia, há muitos elementos, apesar de o tema comum ser o mundo. A nossa principal ideia é fazer as pessoas sentirem-se em casa, apesar de estarem a viajar e conseguimos muito isso através dos objetos que utilizamos. Temos muitos móveis em segunda mão, que os miúdos vêm e dizem que a avó tem igual, e temos também vários artigos distintos, como bibelôs, quadros, etc..”

Carregue na galeria para conhecer o Altas Leiria e alguns dos pratos que pode provar neste spot da moda em Leiria.

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