Nos últimos dias do ano, as vontades dividem-se. Se há quem queira passar o tempo em modo festa, há também quem tenha no silêncio e na tranquilidade a receita para conseguir recuperar energia. De preferência, longe da azáfama da cidade, da confusão dos transportes públicos e das ruas cheias de turistas. Muitas vezes, no fim de um ano agitado, queremos a calmaria. O refúgio ideal para este fim de ano pode estar escondido no Alentejo, onde acabou de abrir um restaurante com especialidades regionais capazes de fazer esquecer os problemas.
O Sítio da Moura fica dentro do novo Hotel Horta da Moura, aberto desde o final do verão. O restaurante surgiu pela necessidade de oferecer propostas mais compostas aos hóspedes e visitantes da zona. O restaurante foi inaugurado a 12 de dezembro e funciona aos almoços e jantares, mas no final do ano vai começar a oferecer buffets de comida tradicional alentejana aos fins de semana.
Sob a alçada da chef Maria Antonieta Martins, os clientes são recebidos com um couvert com pão alentejano, azeitonas marinadas e azeite. Depois, podem continuar com os pézinhos de coentrada (12,50€), ou umas Alentejanices (16€), que é como ali chamam à seleção de queijo, paio, cabeça de xara e torresmos. Para enfrentar o frio podem ainda ficar-se por uma sopa de espinafre com queijo de cabra do Guadiana (10€), ou a típica açorda de bacalhau (12€).
À medida que a refeição avança, as sugestões vão tornando-se cada vez mais densas. Nos pratos de peixe, a chef surpreende com um cação de coentrada com pão frito (18€), ou um bacalhau no pão (19€9 com azeitonas. Já para quem gosta de sabores mais intensos, há bacalhau com crocante de presunto (20€) ou medalhão de vitela com esparregado de acelgas (25€). Ainda na carta, não podiam faltar as bochechas de porco com migas de espargos (19€) e o borreguinho de azeite (21€).
Calma, embora seja um restaurante alentejano, não faltam propostas pensadas para quem não consome carne, ou peixe. Há espetadas de tofu com cogumelo, abacaxi e cebola (15€), maçã recheada com carbonara de seitan (15€), ou uma torta de espinafres com queijo fresco, arroz e molho de tomate (16€).
Depois de um desfile de especialidades carregadas com azeite e azeitonas colhidas nas oliveiras mais antigas do País, localizadas na propriedade do restaurante, não podiam faltar os doces. A chef criou a trilogia alentejana (6,50€), o arroz-doce e bolacha de canela (5,50€) ou a mousse de chocolate, finalizada com azeite e flor de sal (5,50€). “A introdução do azeite nas sobremesas foi propositada, porque queríamos ter um toque alentejano em todos os grupos”, explica Alexandra Henriques, 52 anos, diretora de marketing do grupo Wotels, que detém o restaurante.
A vontade de criar um espaço à imagem “da calmaria do Alentejo” revê-se também no copo. A carta dos vinhos foi pensada para agregar apenas referências alentejanas. Há referências de Estremoz, Reguengos, Évora, Vidigueira e Arraiolos. “A ideia é que possamos mostrar o melhor da região em todas as vertentes e isso reflete-se na carta de comida e vinhos e até na decoração”, adianta Alexandra.
O restaurante, com capacidade para 45 pessoas na sala principal, e mais 100 num salão adjacente, foi pensado para refletir as planícies alentejanas. As paredes foram forradas com as loiças típicas da região e deram prioridade aos tons das paisagens como o bege, os verdes e os castanhos. Depois deixaram a localização fazer o resto. “O espaço tem umas janelas gigantes que permitem ter uma visão desafogada para toda a propriedade e os campos alentejanos”, refere a diretora de marketing. Dali é possível apreciar o pomar carregado de laranjeiras, macieiras e romãzeiras, assim como as oliveiras mais antigas do País.
Carregue na galeria para descobrir alguns dos pratos que tem no espaço.

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