Restaurantes

Brilhante: Já abriu o restaurante que quer recuperar a Lisboa boémia dos anos 60 e 70

Há mais de 50 whiskies para provar no projeto do chef Luís Gaspar, que atualiza o bife à Marrare, um clássico quase esquecido.
Fotografia: Instagram Restaurante Brilhante.

Parecia impossível, mas a verdade é que Luís Gaspar voltou a surpreender tudo e todos com o seu mais recente projeto. Depois de encantar com a Sala de Corte — considerada uma das melhores steakhouses do mundo —, onde brilham as carnes maturadas nacionais e estrangeiras; e de inaugurar o Pica Pau, que tem a cozinha portuguesa, sem twists ou invenções, como protagonista, o chef apresenta o Brilhante.

Ao entrar no novo espaço, que abriu portas no Cais do Sodré a 7 de setembro, o cliente aceita embarcar numa viagem rumo à Lisboa dos anos 60 e 70, dominada por “cafés e restaurantes mais boémios e noturnos, que serviam de ponto de encontro à alta sociedade, à burguesia e maçonaria”, convivas que ora “conspiravam contra o Estado”, ora “fechavam importantes negócios”, explica à NiT o responsável.

Para recriar este ambiente, recuperaram-se os couros, os veludos e os dourados característicos da decoração destes locais emblemáticos da capital. Nasceu assim uma casa elegante, e sobretudo intimista, mas nem por isso menos excêntrica, acrescenta.

A carta, como não podia deixar de ser, é de inspiração francesa, uma vez que era a que se praticava na época. “A cozinha francesa é a mãe ou a base de toda a cozinha mundial e Lisboa vivia de restaurantes com esse registo gastronómico e de comida nacional”.

Entre os vários pratos, elaborados com bons produtos e técnica, destaca-se o bife à Marrare, um clássico que Luís não quer deixar cair no esquecimento. “A receita é de António Marrare, cozinheiro napolitano que chegou à capital, onde foi dono de quatro estabelecimentos, os famosos cafés Marrare, no final do século XVIII. Um deles ficava bem perto do Brilhante, a cerca de 200 metros.”

É agora apresentado como bife à Brilhante, da vazia (€22) ou do lombo (€28), ao qual pode adicionar ovo estrelado (2,5€), escalope de foie gras (10€) ou lavagante (25€), não se trata de uma réplica, mas sim de uma atualização. “O molho é diferente, para termos uma identidade própria, e um segredo que só nós conhecemos”, adianta o proprietário. Esta iguaria, que brilha como tudo o resto que integra este projeto, é a responsável por lhe dar nome.

Para acompanhar, há vários cocktails clássicos. Na garrafeira, logo à entrada, que não deixa ninguém indiferente, sobressaem mais de 50 referências de whisky. O “Kavalan Solist Vinho Barrique”, de Taiwan, é o destilado mais raro que têm.

Termine a refeição —, que tanto pode ser feita no balcão, com vista privilegiada para a cozinha, como numa das outras mesas que perfazem um total de 56 lugares —, com o soufflé de pistácio (14€), que dependendo da estação, pode ser de nozes; ou com o crème brulée (10€).

Carregue na galeria para espreitar todos os detalhes deste novo projeto do chef Luís Gaspar.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua da Moeda, 1H.
    1200-275 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Todos os dias das 12h às 16h e das 19h à 1h.
PREÇO MÉDIO
Mais de 50€
TIPO DE COMIDA
Francesa

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