O pai foi e é a sua grande inspiração, ou não se tratasse de José Nunes, o fundador de um dos mais conhecidos restaurantes tradicionais de Lisboa, o Solar dos Nunes. Ao fim de quase quatro décadas a trabalhar no negócio familiar, o filho José António Nunes, decidiu abrir um novo espaço na Parede, a Casa dos Nunes, inaugurada a 15 de novembro.
“Tem sido um sucesso estrondoso. Cortamos uma perna de presunto Pata Negra por dia”, começa por contar o responsável de 62 anos. O percurso profissional de José António começou depois do serviço militar nos Comandos do Exército Português. Em 1985, ao lado do tio, abriu o seu primeiro restaurante, uma churrascaria. “Era um espaço pequeno, mas vi potencial e transformei a cave que tínhamos, num restaurante para sentar os clientes”, salienta.
Em 1988, com a venda da churrascaria, José decidiu começar fazer parte do negócio familiar, com o objetivo de ajudar o seu pai. Foi aqui onde esteve durante 37 anos. “O meu pai é o meu ídolo e devo-lhe muito. Foi com ele que aprendi a dar o melhor que tenho e oferecê-lo aos clientes”, salienta. Depois de tantos anos de história, José tomou a difícil decisão de sair.
A história não terminou aí. “Foram os clientes que me deram força para continuar. Não tinha a certeza que devia de voltar a arriscar, mas senti que queriam que voltasse.” A Casa do Nunes é o novo projeto, seu e da sua esposa, Paula Teixeira Nunes. Apesar da experiência de José, Paula também traz o seu cunho próprio e interpretação ao restaurante.
“Os meus pais também sempre estiveram ligados à área da restauração numa casa que continua aberta há 40 anos”, começa por explicar a responsável de 52 anos. No entanto, Paula sempre preferiu trabalhar por conta própria, embora dentro da área, algo que tem feito por 27 anos.
Para ambos, Cascais sempre foi a primeira escolha para acolher o novo restaurante. “Além de morarmos aqui, gostávamos do facto de haver muito sol e estar perto do mar. É um sítio que parece que estamos sempre de férias”. A Casa do Nunes tem 60 lugares na esplanada e 48 lugares no interior.

Apesar de ser uma novidade absoluta, a Casa do Nunes está repleta de história, quer espalhada por vários quadros nas paredes, quer pela equipa que o acompanha. “Viemos com a mesma equipa premiada, incluindo a chef Sónia Santos, que está connosco há mais de 20 anos”, explicam sobre a cozinheira que conquistou o primeiro lugar do prémio Aurum na categoria de Restaurante Europeu 2022.
O menu procura refletir o compromisso com a tradição. Nas entradas pode encontrar o famoso presunto pata negra (18€), gambas al ajillo (14€) e amêijoas à Bulhão Pato (24€).
Nos pratos de peixe, os mais procurados são a sopa rica do mar (48€ para duas pessoas), os emblemáticos lombinhos de cherne com molho de camarão (26€), canja de garoupa com amêijoas (28€) e ainda arroz de lavagante (42€). Para os amantes de carne, os destaques vão para o porco preto com camarão (24€), empada de codorniz (29€) e ainda lebre no pote com feijão branco (26€).
Como opção mais económica, há sempre um menu do dia disponível por 16€, que pode incluir opções como pataniscas, alcatra no forno ou bacalhau com natas, por exemplo. Já todos os sábados, há cozido à portuguesa (16€ uma dose, 32€ para duas pessoas).
Nas sobremesas a aposta recai sobre a doçaria conventual portuguesa e o destaque vai para a Doçaria Debilitada (19,5€), ideal para quatro pessoas, que leva à mesa uma combinação de clássicos como arroz doce, leite creme, fidalgo real e tarte de requeijão, por exemplo.
Além dessa proposta, há ainda, pudim de ovos caseiro (6€), mousse negra de chocolate (6€), encharcada de Elvas (6,5€), sericaia de Elvas com ameixa (6,5€) e ainda farófias do chef Nunes (6€).
Carregue na galeria para conhecer o novo restaurante Casa do Nunes, em Cascais.

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