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Comece a fazer contas: preço do bacalhau aumentou 20% desde janeiro

O peixe não é o único alimento da ceia de Natal a ficar mais caro, já que a inflação atinge a maior parte dos produtos típicos.
O cabaz de Natal vai sair mais caro.

De acordo com os dados da DECO Proteste, que se propôs a avaliar os gastos com 16 dos produtos que fazem parte da mesa dos portugueses no Natal, as despesas da ceia podem atingir, no mínimo, os 46€. Um dos casos mais significativos, notados entre 5 de janeiro e 7 de dezembro, é o bacalhau.

Com o aproximar da quadra natalícia, a procura pelo peixe mais consumido nesta altura começa a aumentar. No entanto, este ano, pode ser preciso pensar em alternativas. Desde o início do ano, o preço do alimento subiu de 10,60€ para 12,77€ por quilo, o que equivale a um aumento de 2,17€ por quilo.

Além do bacalhau, destacam-se o arroz carolino, o açúcar branco e o leite UHT meio-gordo, que registaram subidas de 55, 49 e 42 por cento, respetivamente. Isto reflete-se num amento de 62, 54 e 28 cêntimos para cada alimento. A única exceção, de acordo com a DECO é o vinho tinto, que ficou 27 cêntimos mais barato, uma percentagem de 6 por cento.

Outros alimentos analisados são o azeite virgem extra (26 por cento), os ovos (39 por cento), a batata vermelha (38 por cento), a farinha para bolos (37 por cento), a couve (33 por cento), o óleo alimentar vegetal (32 por cento), a carcaça tradicional (24 por cento),  a perna de peru (23 por cento), o abacaxi (16 por cento), o vinho branco (11 por cento) e a tablete de chocolate para culinária (10 por cento).

Uma grande parte do bacalhau importado pela indústria portuguesa chega da Noruega, Islândia e, até recentemente, da Rússia. Quanto a Portugal, é responsável por 20 por cento do consumo deste peixe em todo o mundo.

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