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Depois da festa ilegal, TripAdvisor e Zomato suspendem as páginas do Lapo

Neste momento não é possível fazer comentários a este restaurante de Lisboa nas duas plataformas.
O Lapo volta a estar debaixo de várias criticas.

A página de Facebook do Lapo não esteve disponível durante algumas horas, o site do espaço remete para uma mensagem a dizer que a conta foi suspensa, e na páginas de TripAdvisor e da Zomato os comentários foram desativados por iniciativa das próprias plataformas. Tudo isto tem como motivo a festa ilegal que levou várias pessoas até ao espaço da Bica, em Lisboa, na noite desta quinta-feira, 11 de fevereiro.

“Devido a um evento recente que atraiu a atenção dos meios de comunicação social e provocou um aumento do envio de avaliações que não descrevem uma experiência direta, suspendemos temporariamente a publicação de novas avaliações para este anúncio”, lê-se numa mensagem assim se entra na página do Lapo no TripAdvisor.

Também a mesma ideia é partilhada pela Zomato que deixa igualmente uma mensagem de aviso assim que se entra na página do restaurante. “Como plataforma neutra, não podemos ter críticas que se baseiem em opiniões formadas em reportagens dos media, sejam elas positivas ou negativas. Milhões de Foodies dependem da Zomato para as críticas credíveis, por isso precisamos de assegurar que o conteúdo desta página seja digno de confiança e baseado em experiências pessoais.”

A mensagem do TripAdvisor.

Ao contrário do TripAdvisor, em que os comentários foram suspensos, no caso da Zomato serão avaliados e sujeitos a escrutínio por parte da plataforma para se verificar se podem, ou não, ser publicadas, se dizem, ou não, respeito a uma experiência tida no espaço.

“Todas as críticas submetidas serão monitorizadas, e estão sujeitas a moderação. Estas poderão ser apagadas em resultado deste processo”, continua a mensagem da Zomato.

Nas últimas horas tem sido na página de Facebook, que voltou a estar ativa, que várias pessoas têm comentado a atuação do restaurante perante a pandemia. Não várias as criticas de “não recomenda”, a mais baixa na classificação do Facebook, que são recebidas. 

“Um atentado à saúde pública, espaço terrível”, “cambada de anormais sem respeito pelo resto dos portugueses. Vão visitar um hospital e depois venham falar de direito de resistir” e  “a vossa liberdade acaba quando colocam em risco a de todos os outros”, são alguns dos mais recentes comentários no Facebook.

A Zomato seguiu o mesmo caminho.

Depois de ter recusado fechar no início de janeiro, de ter invocado a Constituição para se defender de forma legítima, e de uma manifestação à porta do espaço da Bica onde não houve distanciamento social e máscaras, voltou a abrir na noite desta quinta-feira, 11 de fevereiro, com música, copos e vários clientes no interior.

“Meus amigos, resistir é preciso. Abram os vossos negócios. A liberdade não se pede, exerce-se”, disse o proprietário, António Guerreiro, num vídeo em direto que foi publicado na página de Facebook do Lapo. Ao som de “Grândola, Vila Morena”, o direto, passou pelas várias salas do espaço. Não havia pessoas de máscara, nem qualquer distanciamento social. 

“Liberdade” foi das palavras mais ouvidas durante o vídeo que foi partilhado. É possível ver crianças e até pessoas de mais idade pelo Lapo sem cumprir o confinamento que está decretado neste estado de emergência.

No Facebook têm sido deixadas várias críticas.

 

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