Com um pé direito alto, iluminação natural, plantas e uma pequena queda d’água, o charme do Cantaloup chegou a Lisboa. O emblemático restaurante que nasceu em São Paulo, no Brasil, instalou-se no Largo do Picadeiro, no Chiado, onde abriu portas na passada quinta-feira, 16 de julho, assinalando a estreia da marca fora do país.
“Completámos 30 anos de Cantaloup no Brasil e é uma data muito especial para nós. Queríamos fazer um novo projeto e pensámos que justificava esta expansão fora do Brasil”, começa por contar à NiT Daniel Sahagoff, de 63 anos, o responsável do grupo. “Escolhemos Lisboa pela facilidade da língua, da mão de obra e porque temos muitos clientes que vivem e que vêm cá”.
O empresário destaca também o número de turistas que visitam Portugal anualmente. “Há dois anos, recebeu 32 milhões de turistas, enquanto o Brasil recebe 7,8 milhões. Portanto, percebemos que fazia sentido trazer o projeto para cá”, diz.
O espaço lisboeta nasceu no edifício onde antes existia o restaurante Oitto, comandado pelo chef Carlos Afonso e encerrado em 2024. Para a abertura do Cantaloup na capital portuguesa, foram feitas algumas alterações ao nível da estrutura, de forma a assimilar-se com a estética do espaço de São Paulo, recomendado pelo Guia Michelin.
“Ao fim de 30 anos, a parte da arquitetura para mim é muito forte. Eu próprio gosto de pincelar o que vou ter no meu restaurante, para mim é uma diversão”, sublinha Daniel.

O projeto de arquitetura foi assinado pelo brasileiro Otávio de Sanctis, responsável também pelos projetos Cantaloup Einstein e Loup, outras duas unidades do grupo em São Paulo. Para a decoração, apostaram em móveis que vieram diretamente do Brasil.
As cadeiras do salão, por exemplo, vieram de São Paulo, como criações exclusivas desenvolvidas por Arthur de Mattos Casas, o conceituado arquiteto responsável pelo projeto original da casa em 1996. Já a louça, foi criada em exclusivo pelo Studio Neves, da dupla Gabi Neves e Alex Hell.
Quanto ao menu, foi pensado para ter “alma portuguesa.” A equipa é liderada pelo chef executivo Rogério Giudice, acompanhada pelos sub-chefs Armando Francatto e Gabriella Ary. Os pratos destacam as raízes da gastronomia brasileira, com influências mediterrânicas e europeias.
O menu ainda está a ser finalizado, mas Daniel destaca alguns pratos que vai ser possível encontrar no restaurante: “Tem a parte de crudos, que tem tudo a ver com Portugal, atum, vieira, polvo, entre outros. Ainda não consigo dizer qual é o meu favorito”.
Encontram-se ainda pratos como o risotto de amêijoas (36€), o tortellini de pato (28€) e o bacalhau grelhado com creme de espargos, batata palha e pimentos assados (34€). Nas sobremesas, a chef pasteleira Isabella Randis destaca o quindim, maracujá e espuma de coco (11€), a Pannacotta com frutos vermelhos, Yuzu e mel (12€), mousse de chocolate e Pinolli (12€). Uma refeição completa no Cantaloup rondará os 80€ por pessoa.
O espaço conta também com duas garrafeiras, com especial destaque para os vinhos portugueses, que constituem “70 por cento” da carta. O restante destina-se a propostas espanholas, italianas e francesas. O brasileiro Guilherme Corrêa é o responsável pela criação da carta.
“Pensámos bastante em fazer uma carta com vinhos mais boutique e menos de consumo alto, para que as pessoas consigam experimentar propostas bem diferentes”, refere Daniel. “Preocupou-me também ter uma margem justa, porque percebi que noutros restaurantes do nosso nível, os preços dos vinhos são bastante elevados. Queremos fazer o contrário e ter algo mais acessível.”
O restaurante vai ainda contar com um jardim interior no piso superior. Deverá estar pronto até ao final do mês e vai contar com um espelho de água. “Vamos ter também um jardim vertical, bastante característico do Cantaloup no Brasil. Queremos trazer para cá esse aspeto.”
No geral, o espaço lisboeta conta com 60 lugares sentados na sala principal, 30 na esplanada e outros 12 numa sala privada, que pode receber até 16 pessoas em pé para eventos especiais.
Carregue na galeria para ver algumas fotografias do Cantaloup Lisboa, tiradas por Fábio Pelinson.







