Restaurantes

DesNorte: no novo restaurante do Bairro Alto o Bacalhau é do Brás

Está aberto desde o início de junho e na carta as sugestões são todas nacionais, embora cada prato tenha um twist do chef.

Enquanto Lisboa se enche de restaurantes com pratos de vários pontos do mundo, cinco sócios decidiram voltar à origens e abrir um espaço onde a cozinha fosse bem portuguesa, mas com um twist. Chama-se DesNorte e está aberto desde o início de junho no número 13 do Bairro Alto, mas chegar a este resultado não foi tão fácil quanto parece.

Cada um dos sócios tinha a sua visão do que queria para o restaurante. João Filipe Jorge, um dos responsáveis, foi o primeiro a alugar aquele espaço à avó dos seus amigos, António e Manuel Abreu, que conhece desde os tempos da faculdade. Aos três juntaram-se Tomás Almeida Ribeiro e o pai de Manuel Abreu (que também se chama Manuel), e é fácil perceber o porquê de terem dado este nome ao espaço.

“Além de estarmos na Rua do Norte, nas reuniões em grupo acabávamos sempre desorientados”, recorda à NiT. “Mas no meio de tantas ideias soltas, acabámos por conseguir chegar a uma linha para o projeto.”

A carta foi criada com o apoio do chef Emanuel Brás, que, além de manter alguns pratos bem portugueses, apostou em algumas opções que podem ser facilmente adaptadas a quem tenha restrições alimentares ou dietas específicas.

“Se for com um grupo de amigos em que alguém não pode comer glúten ou houver um vegetariano, temos sempre uma solução”, diz João Filipe à NiT.

Nas entradas, há tempura de polvo com amêndoa, maionese de kimchi e lima (10,50€), rolos fritos portugueses com chutney de manga (5,50€) e até um tártaro de atum servido com lima fresca e salada de abacate (7,50€). Os tão típicos ovos mexidos com farinheira (6€) também são uma das opções da carta

Quanto a pratos principais, há linguine al nero di seppia com vieiras e espinafres (14,50€) e o bife de vaca Mertolenga com 250 gramas que, em vez de ser servido com ovo estrelado, leva apenas gema de ovo pasteurizada. Um dos grandes destaques da carta vai para o Bacalhau do Brás (15,50€) que, além de ter o nome do chef, é uma reinvenção do clássico português.

“Chega à mesa numa cataplana e com um lombo de bacalhau inteiro no topo, para que se perceba que o prato tem, efetivamente, bacalhau”, explica João Filipe. “Depois, quando o prato é servido ao cliente, o chefe de sala termina o empratamento no momento com uma espuma de ovo.”

Quando pedir a sobremesa, prepare-se para ficar algum tempo à espera do ex-libris da casa: o Infinito de chocolate (7,50€), que é preparado na hora e chega à mesa dentro de uma caneca, com terra de cacau por cima. Se preferir, peça o cheesecake a três (6€), onde chegam três versões diferentes que pode partilhar com o resto da mesa.

O espaço com cerca de 100 metros quadrados tem 50 lugares disponíveis e, depois da remodelação que ficou a cargo do arquiteto Marcelo Laguna, a decoração foi toda pensada pelos sócios do DesNorte, que tentaram fundir o antigo com o moderno.

Há desde cadeiras de cinema antigas que foram compradas em feiras de rua a espelhos dos séculos XVIII e XIX a peças novas da coleção de Bordalo Pinheiro, assim que lá entrar vai saber, certamente, que está num restaurante nacional, sem precisar de uma bússola ou GPS que lhe indiquem o caminho.

Quem manda nisto tudo

Nome: João Filipe Jorge
Idade: 29 anos
Prato favorito: frango estufado
Guilty pleasure: chocolate
Convença-nos a ir ao espaço: o DesNorte é tradicional e reconfortante mas cosmopolita. Os sabores têm inspiração tradicional recriada com sofisticação e detalhe. E o ambiente é familiar mas profissional.

Carregue na galeria para conhecer alguns dos pratos do DesNorte.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua do Norte, 13
    1200-108 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Terça a quinta-feira e domingo das: 19:30
  • às: 00:00
  • sexta-feira e sábado fecha à: 01:00
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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