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Dezenas de pessoas protestaram sem máscara junto ao restaurante que recusou fechar

O encontro foi marcado nas redes sociais pelo Lapo, em Lisboa. A polícia foi chamada ao local na noite desta quarta-feira.
Juntaram várias pessoas ao final da tarde.

Quando o País entrou no novo confinamento, a 15 de janeiro, o restaurante Lapo, em Lisboa, recusou-se a fechar e até invocou a Constituição para defender a legitimidade dessa medida. Os responsáveis foram avisados pela PSP e acabaram mesmo por ter de encerrar o projeto, apesar de não concordarem com a decisão. Esta quarta-feira, 27 de janeiro, porém, marcaram um protesto que juntou dezenas de pessoas, muitas delas sem máscara ou distanciamento social, junto à porta daquele espaço.

A convocação do protesto só indicava que se tratava de uma manifestação e que seria à porta do Lapo a partir das 18 horas. Algumas imagens partilhadas nas redes sociais mostram que havia várias pessoas juntas nesta contestação e sem as devidas precauções.

O Lapo tinha feito stories, que entretanto foram apagados, em que mostravam que a polícia chegou mesmo a intervir. O “Diário Luso” gravou as imagens partilhadas no Instagram do restaurante. Na página do Desobediência Civil ainda é possível ver parte do protesto que estava a acontecer durante o final da tarde desta quarta-feira.

As imagens ainda estão online.

Depois de ter ido contra o confinamento e ficar com o espaço aberto, o Lapo emitiu um comunicado no início de janeiro a informar os clientes que iria cumprir e ficar temporariamente encerrado.

“Depois de profunda análise e ponderação, decidimos não reabrir ontem. Esta decisão é motivada sobretudo por respeito à sensibilização dos agentes da PSP. Estudámos energicamente todas as vias disponíveis e muito brevemente partilharemos mais informação sobre as ações que iremos desenvolver”, lê-se no site.

E acrescentam: “Reabriremos em breve, em força, e disponibilizaremos a todos os interessados as ferramentas para que também o possam fazer. A todos os proprietários de restaurantes, pequenos negócios e comércio local: mantenham-se fortes e determinados”.

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