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DGS quer restaurantes sem buffets e com circuitos para idas à casa de banho

A Direção-Geral da Saúde divulgou algumas das regras que devem ser seguidas pelo setor da restauração e pelos clientes.

Em Portugal, se tudo correr como previsto, os restaurantes devem conseguir abrir normalmente ao público, sem ser apenas em regime de take-away e delivery, a partir de 18 de maio. O governo ainda não apresentou as várias medidas que devem ser seguidas pelo setor, mas a Direção-Geral da Saúde (DGS) já divulgou algumas recomendações que devem ser seguidas. Quer o fim dos buffets, dos sistemas de self service, das ementas individuais e a criação de circuitos nas idas à casa de banho.

No documento, partilhado esta sexta-feira, 8 de maio, pela DGS são ainda referidos outras regras de segurança que devem ser seguidas tanto por colaboradores como pelos clientes que vão ali fazer uma refeição.

Num dos primeiros pontos sugeridos pela DGS é desaconselhado o uso de “self service nomeadamente buffets e dispensadores de alimentos que impliquem contato por parte do cliente.” Não é dada nenhuma alternativa para que espaços deste género possam funcionar. Este é um sistema também muito usado em hotéis para as refeições que aí são servidas.

A utilização das casas de banho

As casas de banho devem ser limpas e higienizadas três vezes por dia com detergentes que contenham desinfetante. Já na questão das idas, a DGS propõe um sistema em circuitos “onde seja possível manter a distância adequada entre as pessoas que circulam e as que estão sentadas nas mesas.” 

Ainda nestes espaços, é pedido que seja garantida uma correta lavagem da  mãos com recurso a água e sabão. Para a secagem é pedido que preferencialmente seja feito com toalhas de papel de uso único. As torneiras devem ser automáticas, de modo a evitar o toque por parte dos clientes. Os secadores a jatos de dar não devem ser utilizados.

As ementas devem ser fixas.

As ementas

Outra das recomendações é para a utilização das ementas. Após cada utilização devem ser desinfetadas, começa por dizer a  DGS. Depois já pede a substituição por opções que não precisem de ser manipuladas, como placas manuscritas ou até digitais que sejam visíveis por parte dos clientes.

A limpeza de superfícies e loiça

“Desinfetar pelo menos seis vezes por dia, e com recurso a detergentes adequados, todas as zonas de contato frequente”, é outra das recomendações. Falamos de maçanetas de portas, torneiras, cadeiras ou corrimãos.

Os terminais de pagamento, que serão usados com maior frequência, devem ser desinfetados após cada utilização, tal como as ementas, se assim os restaurantes quiserem funcionar. 

A DGS alerta ainda para a utilização do ar condicionado, que deve ter uma manutenção adequada, e para a necessidade de ventilar e renovar o ar das áreas do restaurante através da abertura de portas e janelas. As toalhas e as mesas também devem ser desinfetadas após a utilização. Já a loiça dos clientes terá de ser lavada na máquina com detergente a uma temperatura elevada, entre os 80º e os 90ºC.

Os funcionários terão de usar máscara.

Os empregados de mesa

Uma das principais mudanças, fora as diretrizes da higiene e utilização de máscara, é na forma como serão colocadas as mesas. A DGS pede para que os pratos, copos, talheres e outros utensílios, só sejam postos quando o cliente já estiver na mesa. A retirada de elementos decorativos, como vasos de flores e velas, por exemplo, é outros dos pedidos. A máscara deverá fazer parte da farda durante todo o período de trabalho. Quanto à utilização de luvas, é mais indicado para quem trabalha na preparação de alimentos, mas ainda assim “não substitui a adequada e frequente higienização das mãos.”

“Os colaboradores não devem entrar em contato com alimentos expostos e prontos para comer com as próprias mãos e devem usar utensílios adequados, como guardanapos, espátulas, pinças, luvas de uso único”, continua a DGS.

Os clientes

Os restaurantes terão uma limitação máxima de 50 por cento da capacidade, foi uma das medidas já apresentadas pelo governo. Certo também é que terá de haver uma reorganização das salas para que os clientes consigam manter a distância de dois metros uns dos outros. Para a DGS, os clientes também não vão poder mexer na configuração das mesas que já estará estabelecida nos restaurantes.

À entrada e à saída dos espaços deverá ser disponibilizada uma solução à base de álcool para desinfetarem as mãos. A máscara não é considerada obrigatória, só mesmo nos serviços de take-away. Pede-se que deem preferência ao pagamento por contactless ou “através de meio que não implique contato físico entre o colaborador e o cliente”.

As mesas serão espaçadas e capacidade reduzida.

Nas filas que possam existir, tanto no pagamento, como em pedidos ou até para entrar, é pedido que respeitem a distância de segurança de dois metros entre clientes. “Tal pode ser conseguido através de sinalética ou informação adequada.”

Todas estas medidas aplicam-se para estabelecimentos e restauração e bebidas, onde se incluem também cafés e pastelarias, que também poderão voltar a abrir a partir de 18 de maio.

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