Restaurantes

Divino: o novo restaurante do Porto que serve “comida de verdade”

Abriu no dia 8 de abril e aposta num conceito de fine dining que combina sabores do mundo.
Fine dining feito com cuidado (e amor).

Evocar uma sensação de excelência culinária num ambiente refinado. É este o propósito do novo spot portuense Divino Restaurant & Lounge. O projeto surgiu da comunhão de ideias de três empresários ligados ao ramo da hotelaria e restauração premium e que, por circunstâncias profissionais, viram os seus caminhos cruzarem-se.

José Barros é o sócio-gerente do espaço e conta com experiência na área financeira a nível nacional e internacional, tendo sido dono de vários restaurantes em Portugal e além-froteiras. Juntou-se a Pedro Vidal, manager do espaço, com formação em Gestão Hoteleira e passagens pelo The Yeatman e outros hotéis cinco estrelas do País. No entanto, o protagonista da cozinha é o chef Paulo Antunes, também com uma alargada experiência profissional nacional e internacional, tendo passado por 22 países antes de regressar à sua cidade natal, Guimarães, mas foi o Porto que o acolheu para este novo projeto.

A ideia central deste trio era rentabilizar um espaço que já existia, mas que não se enquadrava inicialmente com o que José pretendia. “A nível de serviço existia uma lacuna, por isso estivemos fechados durante um período. Precisávamos de perceber o que estava a falhar e o que havia a melhorar. A imediata partilha e consonância das nossas ideias facilitou o trabalho, ficando decidido rapidamente um conceito de fine dining com um twist descomplicado e autêntico”, começam por explicar à NiT.

Numa localização privilegiada, o restaurante faz-se acompanhar de uma vista deslumbrante para o centro histórico do Porto e o rio Douro. Quando pensamos num espaço com conceito de fine dining, associamos a ideia a um ambiente superior e quase intocável, mas o Divino Restaurant & Lounge não é assim.

Apesar da decoração minimalista, cuidada e requintada, o espaço convida a verdadeiros momentos de descontração à mesa. À volta da gigante janela que deixa ver a cidade como pano de fundo, estão à disposição mesas e cadeirões confortáveis que convidam a momentos de conforto enquanto prova a refeição. Já no centro do restaurante, vai encontrar uma área lounge que adiciona uma sensação de conforto e relaxamento, sugerindo um espaço onde não só poderá desfrutar de refeições únicas, mas também de momentos de puro lazer

A cozinha, como já foi mencionado, está a cargo do chef Paulo Antunes, que conta com um percurso fora de Portugal, onde teve oportunidade de colaborar com alguns chefs de renome como Andreas Caminada, Dieter Müller, Anthony Tempestade, Alexandre Ongaru ou Jules Barolo. Aprendizagem, conhecimento, esforço e dedicação são as palavras de ordem do profissional que passou por 22 países na Europa e América, entre temporadas de inverno e verão.

“O meu estilo não se limita apenas à gastronomia tradicional portuguesa, apesar de ser das minhas favoritas. Cozinha do mundo e um fine dining de prestígio é o que melhor definirá esta cozinha mas, acima de tudo, comida de verdade. Faço questão de abrir as portas da minha bancada aos clientes, mostrar os nossos produtos, a nossa matéria-prima, para que saibam sempre que podem esperar qualidade e verdade quando nos visitam”, defende o chef.

Os três responsáveis pelo espaço têm um plano para atingir em, até três anos, uma estrela Michelin. “É uma ambição dos três e já vem de há muito tempo. A nossa ideia é podermos colocar a nossa cidade e Portugal num patamar de excelência premium. Se não a conquistarmos até lá, tudo bem, mas temos a certeza que todos vão ouvir falar sobre nós”, afirmam.

A dinâmica do espaço é uma abertura all-day, com ementas específicas para cada ocasião, terminando com um menu de degustação de vários momentos. O magret de pato, o foie gras e o salmão gravlax são alguns dos destaques da carta, sem deixar de lado o grande protagonista das sobremesas, o pudim Abade de Priscos da chef Graça, “uma receita única, que só ela consegue fazer e que levará para o túmulo”.

Para começar, o espaço propõe o tradicional couvert (8€), com uma seleção de pão artesanal, manteigas dos Açores ao natural e aromatizadas, azeite e azeitonas. Para o primeiro momento, propõem uma sopa de peixes e mariscos da costa (12€) ou uma salada com produtos frescos do dia (preço sob consulta). Para o segundo momento, as propostas frias passam por um tártaro de lombo de boi (18€) ou o ceviche de carabineiros, ostras e caviar (25€). Se preferir um segundo momento, quente, a proposta são os cogumelos frescos em tosta (19€).

Entre os pratos principais, destacam-se o risotto de polvo, lula e choco grelhado (29€) ou o magret de pato (24€). Há ainda uma proposta vegetariana (19€) e algum prato de carne ou peixe fresco do dia, com preço sob consulta. Para as sobremesas há pudim (9€), textura de chocolate (10€), uma seleção de queijos (16€) e fruta da época (8€).

Tanto ao almoço como ao jantar, pode pedir o serviço ‘à la carte’. Para uma experiência mais completa, aconselham-se os menus de degustação. Se for de seis momentos, tem um custo de 80€; oito momentos são 100€ e dez momentos são 120€.

Carregue na galeria para conhecer as propostas do espaço. A estação de metro de Jardim do Morro fica apenas a dois minutos a pé do restaurante.

 

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