Restaurantes

Esplanadas criadas em Arroios e Santo António durante a pandemia vão desaparecer

As licenças terminam no final do ano. Muitas destas estruturas temporárias ocuparam lugares de estacionamento.
Foram criadas várias esplanadas em Lisboa.

Como forma de apoiar o setor da restauração, durante os dois primeiros anos de pandemia a Câmara Municipal de Lisboa autorizou dezenas de esplanadas temporárias na cidade. Ao todo foram criadas 365 novos espaços com mesas e cadeiras ao ar livre que ocuparam mais de 400 lugares de estacionamento em várias zonas da capital.

Volvidos dois anos, muitas destas infraestruturas ainda se mantêm. No caso dos comerciantes de Arroios e Santo António, têm até ao final do ano para as retirar dos passeios dos cafés, restaurantes e bares onde estão instaladas, devido a uma ordem das respetivas juntas de freguesia.

Os proprietários de vários estabelecimentos já foram informados que as esplanadas que ocupam lugares de estacionamento devem desaparecer até 31 de dezembro de 2023. As licenças atribuídas a título extraordinário terminam em a 1 de janeiro de  2024, impedindo que os espaços ao ar livre continuem a ser utilizados.

Feitas as contas, serão afetados cerca de 100 comerciantes por esta nova orde. Muitos deles contestaram a decisão, porém, o presidente da junta de freguesia de Santo António já confirmou que o prazo de licenciamento não vai voltar a ser prolongado.

As esplanadas estão localizadas em 20 das 24 freguesias da cidade, mas com maior incidência em Arroios (74 esplanadas) e Santo António (69 esplanadas). Campo de Ourique, Carnide, Parque das Nações e Santa Clara foram as freguesias onde não surgiu nenhum destes espaços temporários.

A ocupação do espaço público não inplicou qualquer custo para os restaurantes, bares e cafés. A medida tinha sido aprovada ainda em 2020 por Fernando Medina, na altura presidente da Câmara Municipal de Lisboa,

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