Há sítios que começam com um prato e acabam por abrir caminho a outros. O Hachi Kare-ya, em Lisboa, ficou conhecido precisamente por isso: em 2023, começou a dar que falar pelo caril japonês (uma versão mais suave e equilibrada do clássico indiano) que rapidamente conquistou quem por lá passava. Agora, a aposta passa por outro conceito ligado à cozinha japonesa: as sandes doces fritas que já são tendência nas redes sociais.
O restaurante abriu em maio de 2022, pelas mãos de Henrique Pan, de 33 anos, com a missão de mostrar que a gastronomia japonesa vai muito além do sushi ou do ramen. Inspirado pelas viagens ao Japão e pela cultura dos animes, trouxe para Lisboa pratos como o caril japonês, o katsu e o omurice: propostas ainda pouco comuns no País na altura.
Mas o projeto não ficou por aí. Desde fevereiro deste ano, o foco virou-se para um novo conceito que começa a ganhar destaque: as sandes doces feitas com shokupan, um pão japonês muito macio, e recheadas com diferentes sabores. A mudança foi tão marcante que o espaço mudou de nome e passou a chamar-se Hachi-Katsu Sando.
“Utilizamos um pão japonês muito comum no dia a dia, que fica entre brioche e pão de forma. É muito fofinho, consistente, mas não tão doce”, explica Henrique Pan. A particularidade está na preparação: o pão é feito no próprio espaço e depois frito antes de receber o recheio, criando uma base crocante por fora e leve por dentro.
Que sabores pode provar?
O resultado são sandes recheadas com chantilly ao qual se acrescentam outros ingredientes, numa lógica quase infinita de variações. “Decidimos pegar neste pão, fritá-lo e juntar chantilly com vários toppings, como fruta, pistáchio ou chocolate”, resume o fundador.
Entre as opções disponíveis há versões simples de creme (3€), morango (4€) ou banana (4€), mas também combinações mais elaboradas como banana e morango (5€), pistáchio (5€) ou até salada de ovo (5€).
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Estas sandes têm origem no Japão, onde o shokupan é um dos pães mais consumidos. No Hachi, a receita é adaptada ao gosto local, sem perder a base original. “É uma forma de as pessoas provarem produtos japoneses sem terem de viajar até ao outro lado do mundo”, diz. A ideia surgiu depois de a equipa perceber que este tipo de sandes estava a tornar-se viral nas redes sociais.
A mistura de chantilly com fruta fresca acaba por equilibrar o conjunto e é precisamente isso que tem conquistado quem prova. “A fruta tira um bocado a culpa de estar a comer um doce frito e dá-lhe alguma frescura”, explica Henrique Pan. O feedback tem sido positivo e há quem compare a experiência a clássicos portugueses como a bola de Berlim ou a fartura, mas com um toque mais leve e menos enjoativo.
Para já, o projeto ainda está numa fase de exploração destas combinações. “Estamos a testar sabores como matcha, chocolate ou até uma versão com crème brûlée. Ainda estamos a perceber o que funciona melhor com o público”, admite. No fundo, é mais uma forma de cumprir o objetivo inicial do espaço: trazer sabores japoneses para Lisboa de forma acessível e adaptada.
E, pelo feedback, a aposta parece estar a resultar. As sandes doces fritas estão a tornar-se no novo destaque da casa e podem mesmo vir a rivalizar com o caril que, há três anos, colocou o Hachi Katsu Sando no mapa.
Carregue na galeria para ver algumas das sandes disponíveis no restaurante.

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