Restaurantes

Este rooftop de Lisboa muda de chef (e de menu) quase todas as semanas

Casa Aberta, em São Bento, junta cocktails, vinhos e DJ sets numa esplanada com vista para a cidade.

Em alguns restaurantes, o maior dilema é escolher o prato que se quer experimentar. Na Casa Aberta, em Lisboa, a primeira pergunta pode ser outra: quem é que está na cozinha esta semana? Desde que abriu no início de julho, o rooftop de São Bento tem recebido diferentes chefs para criarem menus temporários que só ficam disponíveis durante alguns dias.

O espaço encontra-se no terceiro andar do Atipico, no Beco do Carrasco, onde anteriormente funcionava o Selina. Além da comida, há cocktails, vinhos, DJ sets e uma esplanada com vista para os telhados desta zona da cidade.

A ideia passa por transformar o rooftop num ponto de encontro que não viva apenas dos hóspedes do hotel. A programação foi pensada para atrair também quem vive em Lisboa, cruzando gastronomia, música, arte e outros projetos criativos.

É sobretudo aos fins de semana que a cozinha muda de mãos. Em vez de manter apenas uma carta fixa durante toda a temporada, a Casa Aberta convida chefs portugueses e estrangeiros a ocuparem temporariamente o espaço e a criarem os próprios pratos.

Desde julho já passaram por lá Marcella Ghirelli, responsável pelo projeto itinerante Cella Lisboa, Leonor Godinho, da Vida de Tasca, João Magalhães Correia, ligado ao Tricky’s e ao Bar Alimentar, e Liz Almeida, do Pils.

Esta semana é a vez de Vasco Lello, chef do Turvo, assumir a cozinha. O pop-up decorre entre esta quinta-feira, 10 de setembro, e sábado, 12.

Para estes três dias, o chef preparou uma carta curta pensada para partilhar. Entre as propostas mais baratas está o pão sourdough com azeitonas marinadas (5€), sendo possível pedir uma dose extra de pão por 3€. Segue-se o croquete de pato do Turvo (5€), um dos pratos associados ao restaurante do chef.

Há ainda uma salada de melancia com croutons de sourdough, coalhada de caju e manjericão (9€). Para quem prefere peixe e marisco, a proposta é gamba violeta servida com brioche e manteiga queimada (15€), o prato mais caro deste menu.

Vasco Lello levou também para São Bento corações e moelas de galinha grelhados (12€), acompanhados por molho de café e pickles caseiros. Para terminar, há cheesecake de queijo de cabra com figos (7€). O pop-up tem ainda um cocktail criado especialmente para a ocasião. Chama-se Turvolento (12,50€) e combina bagaço, xarope de morango e lima.

E a rotação continua nos próximos dias. Entre 16 e 19 de setembro, a cozinha passa para as mãos de Tsuyoshi Yamakawa, chef japonês radicado em Paris. No dia 24, são as pizzas do Palms, outro espaço de São Bento, que chegam ao rooftop.

Em setembro junta-se ainda ao projeto Leonardo Gombi, que desenvolveu parte da carreira em Paris e passou pelo Delicatessen Place. O chef vai preparar uma nova carta própria da Casa Aberta, pensada para funcionar em paralelo com os pop-ups.

A comida muda regularmente, mas as bebidas têm uma carta própria. Entre os cocktails de assinatura encontra-se o Pachamama (14€), preparado com mezcal, tequila, ananás fumado, canela e palo santo. O Emerald Green (12€) mistura vodka, puré de kiwi, lima fresca e prosecco, enquanto o Rum Affair (13€) leva rum, cordial de maracujá e lima.

Também existem duas opções sem álcool. O Carrot & Coast (7€) combina cenoura, gengibre e chá tropical infusionado; o Heat Stroke Remedy (6€) é preparado com melancia, hortelã e limão fresco.

Nas cervejas, ambas da Musa, há Frank APA (4,20€) e Cindy Lager (4€). As águas com e sem gás custam 2,50€, as Coca-Cola normal e Zero ficam pelos 3€ e ginger beer, ginger ale, água tónica, sumo de laranja e limonada custam 4,50€. O sumo verde e o iced tea caseiro ficam nos 5€.

A carta de vinhos passa por vários países e estilos. Nos brancos, um copo de Face B Margas, da Bairrada, custa 8€, enquanto o alemão Frank John Hapbee fica pelos 7,50€ e o francês Plaisance L’Anjou pelos 9€. Há ainda uma garrafa de Bourgogne Aligoté, de Sylvain Pataille, por 54€.

Entre os vinhos portugueses encontra-se ainda Um Laranjhinho, do Alentejo, por 8€ ao copo, e o rosé Profetas e Villões, da Madeira, por 7€. O tinto Mono M, de Luís Seabra, custa 8,50€ ao copo.

Quem preferir bolhas pode escolher o Pet Nat da Montesecondo (8€) ou o Dinamite Blanc de Blanc, da PT Bout. Winery, por 7€. A opção mais cara da carta é uma garrafa de Rémi Leroy Champagne Brut Nature, de França, por 96€.

A música é outra das componentes do projeto. A Casa Aberta recebe DJs e coletivos convidados, com uma aposta especial em sessões de vinil, fazendo com que a programação sonora também possa mudar de semana para semana.

O rooftop é apenas a primeira parte de um projeto maior no Atipico. Está prevista para outubro a abertura de um restaurante no piso térreo, com entrada pela Rua Fernandes Tomás, bem como de um café. O próprio hotel deverá passar por uma remodelação dos 74 quartos e das áreas comuns.

Carregue na galeria para conhecer melhor a Casa Aberta e descobrir alguns dos pratos que já passaram pelo rooftop de São Bento.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    BC do Carrasco 1 3 Andar
    1200-096  Lisboa
  • CONTACTOS
  • HORÁRIO
  • De terça-feira a sábado das 17h às 23h
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Bar

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