Restaurantes

Fabbrichetta: o restaurante em Gaia onde são servidas as melhores pizzas da cidade

O projeto começou como delivery, mas já tem um espaço onde também pode provar pastas e risottos deliciosos.
Vai viajar até à Itália.

A Fabbrichetta abriu em Vila Nova de Gaia ainda durante a pandemia, e o percurso não foi fácil. A ideia surgiu em janeiro de 2020, ainda antes da Covid-19 ter mudado a forma como vivemos o dia a dia. As obras começaram em fevereiro desse ano e, pouco mais de um mês depois, tudo foi interrompido.

Quase um ano depois, em dezembro de 2020, disponibilizaram o serviço de take-away. Uma forma de preencher uma lacuna que existia neste segmento de mercado em Vila Nova de Gaia. Já existiam restaurantes a entregar pizzas em casa na cidade, mas todos pertencem às cadeias multinacionais que todos conhecemos.

A Fabbrichetta apostou no delivery, mas com pizzas premium, que poderiam ser servidas (e aprovadas) em Itália. Após mais de um ano neste regime, apostaram nas refeições servidas no restaurante, que arrancaram no final do passado mês de abril.

“No final de 2021 tomámos duas decisões. Passarmos para restaurante italiano e começarmos a trabalhar à mesa”, conta Marco Sousa, o responsável pelo restaurante, à NiT.

“Fizemos as obras para melhorar o restaurante e para proporcionarmos um bom espaço”, acrescenta. Também reinventaram a carta, e passaram de pizzaria a restaurante italiano. Foram introduzidas pastas, lasanhas e risottos. 

A vertente de takeaway e delivery continua a funcionar, e a confeção dos pratos acaba por ser adaptada a estas opções. “Os restaurantes italianos de qualidade não preparam risottos para fora, porque é difícil de entregar um bom risotto em casa. A confecção que fazemos acaba por ser diferente, porque o arroz tem de ser cozido só até antes de atingir o ponto al dente — e tem de levar mais caldo para que não chegue empapado e seco”, revela.

O empresário de 35 anos sempre quis abrir um restaurante, graças ao seu amor pela comida. Durante muitos anos não sabia qual o estilo gastronómico em que iria apostar, mas a resposta acabou por surgir naturalmente. “

Temos [Marco Sousa e a mulher] uma escola em Lisboa de português para estrangeiros, e temos grande contacto com estudantes italianos que já me fizeram ir a Itália e me deram a conhecer a gastronomia”, recorda-se. “Quando quis avançar para a abertura do restaurante, não tive dúvidas que seria de comida italiana.” A decisão foi influenciada por outro aspeto igualmente importante: sempre gostou muito de pizza.

Apaixonou-se de tal maneira pelo mundo da culinária italiana, que já viajou para o país para tirar um curso com chefs pizzaiollo (peritos na confeção desta prato). Isto porque, conta à NiT, “fazer uma pizza é quase uma arte”,e temos de ter em consideração vários aspetos ao longo de todo o processo”.

Tudo na Fabbrichetta foi pensado minuciosamente. Os tons verde oliveira da decoração lembram Itália, com as suas paisagens bucólicas e tranquilidade sem igual. Mas a oliveira não é representada apenas por estas cores. Na verdade, existem duas destas árvores no espaço do restaurante. A música de fundo é italiana e a cozinha aberta — que nos permite ver os pizzaiollos a atirarem pizzas ao ar — tornam a experiência ainda mais única.

Pensar no menu também não foi nada fácil. “O menu da pizza foi pensado por mim”, começa por explicar. Marco Sousa e os chefs pizzaiollo passaram cerca de dois meses fechados no restaurante a fazer experiências. “Começámos pela massa e estivemos duas semanas a afinar a receita. Depois criámos a receita do molho de tomate. Fomos fazendo provas cegas para ver qual era o melhor produto e acabámos por fechar o menu.”

Apesar das aulas e idas a Itália, o empresário não trouxe nenhuma receita para Portugal, preferiu crias as suas. Inspirou-se nas suas experiências como apreciador de pizza e no que foi lendo sobre a gastronomia italiana.

O principal objetivo é servir aos clientes os sabores da Itália. “Agora que abrimos o restaurante contratámos um chef que só trabalhou em cozinha italiana.” O chef Aroldo, de 30 anos (e com 14 de experiência) esteve em cerca de três restaurantes italianos de qualidade em São Paulo, no Brasil.

Realça, no entanto, que todos os pratos têm um toque português por causa um conselho que um pizzaiollo com mais de 70 anos lhe deu: “a pizza não é nada mais do que pão que sai do forno, e os ingredientes têm de ser adaptados à cultura gastronómica local“, recorda-se.

Além disso, “não faz sentido acrescentar ingredientes que se comem em Itália mas que os portugueses não gostam”. Ainda assim, “70 a 80 por cento dos ingredientes vêm de Itália, incluindo a pasta, o arroz do risotto, a base, o tomate, a mozzarella”.

No menu encontra clássicos como as pizzas margherita (12,50€) e capricciosa (12,90€), ou criações da casa como a Julio Cesar (13€). “A ideia surgiu quando pensámos numa colocar salada César numa pizza”, conta. Esta opção leva vários dos ingredientes da salada, como rúcula, croutons, bacon desidratado e é finalizada com molho César no final. A base é a da pizza margherita com frango.

A pizza funghi, com uma base negra e que leva quatro tipos de cogumelos e depois, é finalizada com trufa “em bastante sucesso” entre os clientes. Custa 13,90€.

Fora do menu das pizzas, enaltece o risotto de funghi e porcini. “É muito elogiado. Temos três risottos mas este é o que tem tido maior impacto.” É feito com quejo parmesão, natas, cogumelos porcini, azeite de trufa e custa 13,90€.

As pastas também devem ser provadas. A pasta alla forma, por exemplo, é bastante peculiar. Colocam uma folha de presunto na base do prato e queimam queijo com um maçarico, envolvendo-o posteriormente na massa. Colocam-na em cima do presunto e acrescentam molho de cogumelos. Embora não seja um prato muito presente em Portugal, garante que é mais comum em Itália e no Brasil.

Um dos pratos mais elogiados é, na verdade, uma entrada. “O pão de alho (3€) é um dos pontos fortes da casa, e muitos dizem que é o melhor que já comeram“, diz com orgulho.

Como opção de sobremesa tem o semifrio com uma bola de gelado de torrão italiano que é finalizada com chocolate quente (6,50€). Também tem doces mais tradicionais, como o tiramisu (6,50€) e a tarde de limão com merengue italiano (6,50€). Dentro deste campo da gastronomia italiana, a proposta favorita dos clientes são os fusilis de chocolate (3,90€), sticks de massa de pizza frita recheados com chocolate Kinder.

Para que todos possam ser verdadeiros mestres das pizzas, os proprietários do conceito querem abrir uma escola de pizzaiolos, um conceito inovador no País. Esperam arrancar com este projeto já este ano.

Carregue na galeria para ficar a conhecer melhor a Fabbrichetta.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua da Bélgica, 2828 RC
    4400-049 Vila Nova de Gaia
  • HORÁRIO
  • Domingo a quinta-feira das 11h às 15h e das 18h às 22h
  • Sexta-feira e sábado das 11h às 15h e das 18h às 23h
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Italiana

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