Restaurantes

Festa, fotografia e toda a picanha que quiser comer. É assim o novo rodízio de Lisboa

Há menus a partir dos 14,9€ e para grupos com bebidas à discrição. Os telemóveis são para ficar no bolso.

A ideia, garante Nuno Respeita, já estava guardada há um par de anos. A ocasião proporcionou-se e teve de a pôr em prática num par de semanas. E desde 10 de maio que o novo rodízio de picanha de Lisboa está a receber clientes, com uma condição: que os telemóveis fiquem guardados no bolso e sejam trocados pelas máquinas fotográficas analógicas.

A inspiração veio, claro, da profissão do jovem de 25 anos, fotógrafo e videógrafo profissional com uma paixão pela restauração. “Em vez de nos limitarmos a pôr uma frase a pedir que larguem os telemóveis, decidimos dar-lhes que fazer, entretê-los”, explica sobre a ideia que é comum aos quatro sócios do projeto. “Irritava-nos irmos a festas e estar tudo sem falar, a olhar para o telemóvel. Queremos combater isso.”

Quem por lá passa, pode entreter-se a procurar o pequeno Wally escondido todos os dias em locais diferentes. O vencedor recebe um shot. Cada mesa pode ter direito a uma caixa onde se guardam os smartphones — o primeiro a ceder à tentação de agarrar no seu tem que pagar uma rodada.

Em cada mesa é também colocada uma pequena máquina fotográfica que os clientes podem usar à vontade. No final, ela é entregue à casa. As fotos são eventualmente publicadas no site e depois podem ser descarregadas. Um rolo que revela a evolução da noite, da animação, da festa.

“A reação das pessoas tem sido incrível. Há fotos com enorme intimidade, que nenhum fotógrafo conseguiria tirar. E depois mistura-se o álcool e é giro ver a evolução”, explica Nuno. A fotografia mais original do mês recebe uma refeição dupla. No espaço há ainda uma pequena cabine toda revestida a alumínio, para que os clientes possam usar como cabine.

Essa é a grande ideia do Picanha 47, a funcionar desde 10 de maio, e que resultou numa colaboração entre quatro sócios. Além de Nuno, juntaram-se ao projeto Samuel Castro, Eduardo Silva e Bernardo Mendes. No espaço da Avenida 24 de Julho funcionava o Iberos, que foi remodelado para dar lugar ao novo rodízio da cidade.

Não se pense que por ali, a carne é rainha. Embora seja servida em menus à discrição, mas há também um foco nos pratos vegetarianos, entre pratos do menu executivo servido durante a semana.

O rodízio inclui tudo a que tem direito: picanha à discrição, arroz branco, feijão com bacon, batata-doce frita, banana frita, farofa, vinagrete e couve. Custa 14,9€ ao almoço e 18,9€ ao jantar. Para grupos, há menus a começar nos 25€ com bebida à discrição.

A fotografia está por todo o lado no espaço com capacidade para 70 pessoas. Nas paredes, os rolos fotográficos amontoam-se para criar uma fachada colorida. Há mais de cem câmaras espalhadas pela sala e numa das paredes, surge uma exposição com curadoria de Nuno, que irá renovar mensalmente as peças em exibição.

E todas as horas são boas para um rodízio, embora haja por ali atenção especial ao horário da happy hour na esplanada, com cerveja e sangria a um euro até as 20 horas e 1,5€ a partir das 20h30.

Carregue na galeria para ver mais imagens do espaço.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Av. 24 de Julho 84B
    1200-211  Lisboa
  • HORÁRIO
  • Domingo a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sexta e sábado até à 1h
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Rodízio, Carne, Vegetariana

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