Pizzarias em Lisboa há muitas, mas nenhuma é tão galardoada quanto esta. Este ano, o restaurante Forno d’Oro, do chef Tanka Sapkota, volta a marcar presença na lista do 50 Top Pizza Europa, que distingue anualmente os melhores espaços europeus (fora de Itália) para comer a especialidade transalpina.
É comum aparecerem estabelecimentos portugueses na lista, e o ranking de 2023, que foi divulgado esta quarta-feira, 3 de maio, não é diferente. Não é a primeira nem a segunda vez que as pizzas napolitanas de Sapkota se destacam no ranking. Este ano, aliás, mantém a 16.ª posição conquistada em 2022.
Em primeiro ficou a Sartoria Panatieri (em Barcelona, Espanha) e em segundo Bæst (em Copenhaga, na Dinamarca). O restaurante Arte Bianca, também português (em Sagres), entrou para o 42.º lugar. No ano passado, aliás, a mesma marca ficara em 49.º lugar — nessa altura com o espaço de Aljezur.
O Forno d’Oro abriu no final de janeiro de 2015 e já recebeu várias distinções internacionais. Em 2020, no mesmo concurso, ficou em 22.º lugar. E tem sido sempre a subir.
“Sempre que algum dos meus restaurantes conquista um prémio, olho para isso como um incentivo à continuação do nosso trabalho e fazer melhor do que ontem”, afirma o chef nepalês. E acrescenta: “No Forno d’Oro, somos especialistas em pizzas napolitanas, e essa é uma característica que nos distingue de muitos outros restaurantes.”
Basta entrar no espaço para perceber a escolha do nome. O forno que está ao fundo da sala, todo forrado com pastilhas douradas, não passa despercebido. Veio de Nápoles, Itália, e foi montado peça a peça no restaurante. Pesa nove toneladas e tem uma pedra vulcânica no interior que permite que se mantenha quente por mais tempo. Aquece até 450 graus e nenhuma pizza pode ficar lá dentro mais de um minuto.
O tempo de cozedura faz toda a diferença, mas o segredo também está na massa, garantem os responsáveis. Leva um fermento natural que vem de Itália, é trabalhada durante dez minutos na máquina, descansa outros dez, volta a ser amassada mais dez minutos e depois repousa uma hora à temperatura ambiente. A seguir, passa 40 horas a fermentar no frio.
Para encontrar os melhores dos melhores, o Top 50 baseia-se em vários critérios. Avaliam as pizzas servidas, a qualidade dos produtos utilizados e como são combinados. O serviço, a preparação da equipa de sala e a capacidade em apresentar e explicar os produtos, o espaço, o ambiente, a decoração e limpeza, bem como o tempo de espera e a carta de bebidas são também considerados.
Os inspetores anónimos também privilegiam quem utiliza produtos locais e sazonais — é, portanto, um processo minucioso, que se assemelha ao do Guia Michelin. Para aceder ao concurso, considerado o mais importante mundialmente no segmento das pizzas, o restaurante precisa de ser recomendado.
Tanto para o chef Tanka, a distinção é motivo de um enorme orgulho. É a Sita (a sua mulher e sócia), Ramchandra Bhusal (o seu braço-direito) e restante equipa que atribui boa parte do sucesso dos seus restaurantes. “Sem eles nada disto seria possível. Estamos felizes e gratos. Embora não trabalhemos a pensar nos prémios, mas sim nos clientes e em melhorar a qualidade do nosso serviço todos os dias, as distinções são o reconhecimento do nosso esforço e um bom motivo para celebrarmos.”
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