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No Gambar, o novo restaurante do Cais do Sodré só há pratos de polvo e gambas

O espaço serve três conceitos ao longo do dia: começa com menus executivos ao almoço, passa para jantares e termina como bar.
O restaurante tem dois murais de um artista português.

Se quiser um bife mal passado, um salmão grelhado ou uma corvina assada, não é no novo restaurante do Cais do Sodré, em Lisboa, que os poderá encontrar. No Gambar, as duas as proteínas que monopolizam a carta são o polvo e gambas. Estão nas várias sugestões do menu e também fazem parte da decoração, em dois murais de azulejos criados por um artista português.

“Quando pensei no conceito deste espaço, quis abordar a lógica de um mono produto. É algo com que consegue trabalhar de melhor forma, com maior frescura”, explica à NiT Dimas Cavallo, 45 anos. É o responsável pelo menu do Gambar, mas na cozinha conta com a ajuda de mais uma chef, Joana Forte.

Dimas é ainda chef executivo de um outro espaço, em Paço de Arcos. Foi aí que conheceu o segundo sócio do Gambar, Tiago Drummond, 52 anos. “Sempre fui um foodie. Gosto de comer e beber. Depois de uma temporada na Suíça vim para Portugal onde quis criar negócios na área da restauração. Procurei quem percebesse do assunto e o Dimas foi uma das pessoas a quem me juntei”, conta Tiago.

Depois desse projeto em Paço de Arcos, o Gambar é o primeiro onde são sócios — e até ao final de novembro vão inaugurar um outro espaço em Lisboa. O polvo e as gambas, como já percebeu, são o destaque do menu.

“Usamos técnicas diferentes e apresentações mais criativas”, continua Dimas Cavallo. Por exemplo, as gambas são sempre grelhadas num carvão biológico. Já o polvo é cozido no forno e não em água como é mais comum. “É descongelado que o assamos. A água que liberta é a que usamos para cozer o arroz.”

Os pratos foram pensados para serem partilhados. Nem doses tão pequenas que possam servir apenas como entradas, nem tão grandes que sejam consideradas prato principais. “O ideal é que um grupo de dois peça entre dois a três pratos para dividirem”, explica

Quanto às gambas tem as exóticas, salteadas com molho de tomate, amendoim, leite de coco e malaguetas (14€); as salteadas com pimentos vermelhos grelhados, grão de bico, alho e chalotas (14€); as com bacon, cogumelos e vinho branco (16€); as gambas gregas, com molho de tomate e especiarias, queijo feta e azeitonas (16€); ou o arroz imperial com gambas grelhadas e molho de queijo gorgonzola (19€). Se preferir polvo, tem o arroz do mesmo (19€) e o carpaccio com fatias finas de polvo, salada e salicórnia (14€). 

O Gambar vai contar com três conceitos. Os almoços devem arrancar na próxima semana com menu executivo. Aos jantares as mesas são postas com toalhas e guardanapos de pano. Servem-se as sugestões de polvo e gambas. A partir das 23 horas, as mesas são postas de lado e o espaço passa a bar, com vários cocktails disponíveis. A cerveja que servem é da Musa.

A decoração segue a linha do menu. “Queremos dar a conhecer artistas emergentes e para esta abertura convidamos o Pedro Versteeg. Faz umas peças num estilo modelo Bordallo Pinheiro moderno”, explica Tiago. Pedro foi o autor de dois murais em azulejo — um dedicado ao polvo e outro às gambas.  A decoração inclui tamtém outras pequenas peças do artista, com outros elementos do mar.

Carregue na galeria para ficar a conhecer melhor o novo Gambar.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua do Corpo Santo 20, 1200-129 Lisboa
    1200-129 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Das: 19:00
  • Às: 02:00
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Marisco

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