Restaurantes

Guia Michelin: “Queremos colocar Portugal no mapa da culinária mundial”

O diretor internacional do roteiro gastronómico elogia a cozinha portuguesa e comenta a decisão de criar um só para o nosso País.
Portugal conquistou cinco novas estrelas em 2022

A gala de terça-feira, 22 de novembro, não trouxe atribui tantas estrelas a Portugal como que se ambicionavam, mas no palco da cerimónia que teve lugar em Toledo, foi anunciada uma enorme novidade: o nosso País terá, pela primeira vez, um guia só seu, separado do roteiro dedicado a Espanha.

Durante anos, os restaurantes nacionais viveram à sombra do rico e poderoso guia espanhol. A Michelin tem, por hábito, lançar os guias por região, com os países mais representados a terem direito a uma versão nacional. Portugal esteve sempre ligado ao guia ibérico, mas irá finalmente conquistar a autonomia..

A decisão foi revelada em palco pelo diretor do Guia Michelin, Gwendal Poullennec. “Para nós, o futuro da cozinha portuguesa parece muito brilhante, com um ritmo de desenvolvimento realmente forte”, revelou em entrevista à “Lusa”. “[Portugal] é um lugar cada vez mais atraente para jantar fora e o cliente será ainda mais exigente e isso contribuirá para elevar a fasquia.”

O objetivo, diz, é colocar Portugal “no mapa da culinária mundial”. E isso começa, por exemplo, por ter uma gala de entrega das estrelas só sua. A primeira acontecerá já no final de 2023 e espera-se que possa trazer mais estrelas do que as novas cinco atribuídas este ano.

Muito se discutiu a possibilidade de chegada de uma terceira estrela, mas isso continua a não acontecer. Poullennec relativiza: “A Tailândia, por exemplo, que é uma potência culinária, não tem restaurantes com três estrelas”.

Os inspetores do Guia Michelin, que trabalham de forma anónima, valorizam a qualidade dos produtos, o domínio dos pontos de cozedura e das texturas, o equilíbrio e harmonia dos sabores, a personalidade da cozinha e a consistência dos pratos.

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