Restaurantes

As três pizzarias portuguesas que são das melhores da Europa

O restaurante Forno d’Oro, do chef Tanka Sapkota, voltou a ser distinguido na lista dos 50 Top Pizza.
São as melhores do País.

Itália até pode ser o país das pizzas, mas não é o único que sabe fazer esta especialidade com perícia. Em Portugal, também se fazem (e comem) as melhores pizzas da Europa.

O restaurante Forno d’Oro, do chef Tanka Sapkota, em Lisboa, voltou a marcar presença na lista dos 50 Top Pizza, que distingue anualmente os melhores espaços europeus fora de Itália para comer a especialidade. A cerimónia aconteceu esta segunda-feira, 13 de maio, em Madrid.

Após dois anos consecutivos na 16.ª posição, o Forno D’Oro, que celebra 10 anos em 2024, conseguiu atingir o 12.º lugar do ranking. “Este reconhecimento dá-nos ainda mais confiança para continuarmos com este trabalho diário, dedicado a aprimorar cada vez mais as nossas pizzas, para oferecer aos nossos clientes um produto final de excelência”, afirma o chef Tanka Sapkota.

O Forno d’Oro abriu no final de janeiro de 2015 e mostrou que sabia fazer pizzas como poucos na cidade. “Quando o Forno d’Oro abriu as portas, os portugueses não acreditavam que a pizza Napolitana tivesse sucesso no nosso mercado. Foram muitos os que me disseram que não fazia sentido em apostar neste tipo de pizza em Portugal, quando se preferia uma pizza de massa mais fina e crocante. Mas o facto é que, hoje, podemo-nos orgulhar do nosso sucesso e como so portugueses estão tão rendidos quanto nós a este pratos”, acrescenta.

Basta entrar no espaço para perceber a escolha do nome. O forno que está ao fundo da sala, todo forrado com pastilhas douradas, não passa despercebido. Veio de Nápoles, Itália, e foi montado peça a peça no restaurante. Pesa nove toneladas e tem uma pedra vulcânica no interior que permite que se mantenha quente por mais tempo. Aquece até 450 graus e nenhuma pizza pode ficar lá dentro mais de um minuto.

O tempo de cozedura faz toda a diferença, mas o segredo também está na massa, garantem os responsáveis. Leva um fermento natural que vem de Itália, é trabalhada durante dez minutos na máquina, descansa outros dez, volta a ser amassada mais dez minutos e depois repousa uma hora à temperatura ambiente. A seguir, passa 40 horas a fermentar no frio.

É o único restaurante português a figurar nesta lista desde a primeira edição, em 2019, mas outros nomes têm surgido desde então. É o caso da Arte Bianca, aberto em Aljezur e em Sagres, que surge no ranking pelo terceiro ano consecutivo. Desta vez, a pizzaria passou de 42.ª para a 33.ª posição. 

“É um sítio que sabe como nos fazer sentir bem, com as suas pizzas e pratos genuinamente italianos, generosos e cheios de sabor, e com o seu serviço jovem e ágil, que traz à mesa o trabalho dinâmica e preciso da brigada da cozinha”, lê-se no site do 50 Top Pizza para a Europa.

A grande novidade foi a estreia da Lupita na lista. A pizzaria que marca presença na Rua de São Paulo, no Cais do Sodré, desde 2019, entrou para a 45.ª posição. Para encontrar os melhores dos melhores, o Top 50 baseia-se em vários critérios. Avaliam as pizzas servidas, a qualidade dos produtos utilizados e como são combinados. O serviço, a preparação da equipa de sala e a capacidade em apresentar e explicar os produtos, o espaço, o ambiente, a decoração e limpeza, bem como o tempo de espera e a carta de bebidas são também considerados.

Os inspetores anónimos também privilegiam quem utiliza produtos locais e sazonais — é, portanto, um processo minucioso, que se assemelha ao do Guia Michelin. Para aceder ao concurso, considerado o mais importante mundialmente no segmento das pizzas, o restaurante precisa de ser recomendado.

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