Lisboa tem cada vez mais sítios para comer sandes, mas poucos nascem com a ambição de transformar algo que se come com as mãos num prato de restaurante. É essa a ideia do Hink’s Deli, o novo espaço de Campo de Ourique que abriu na passada sexta-feira, 27 de março. Por detrás do projeto está o suíço Nico Hink, de 22 anos, que começou a trabalhar em cozinhas profissionais ainda em miúdo.
“Comecei aos 13 anos, durante as férias, num restaurante de sushi em Zurique. Cheguei a ficar até às quatro da manhã a limpar a cozinha, mas percebi logo que era aquilo que queria fazer”, conta à NiT.
Estudou gestão hoteleira na Suíça, passou por várias cozinhas e acabou por vir parar a Lisboa depois de um estágio no Hotel Corinthia. “Apaixonei-me pela cidade. O clima, as pessoas, a energia, senti que era o sítio certo para começar um negócio”, explica. A decisão não foi imediata, mas surgiu quando conheceu o sócio que já tinha projetos em Portugal. Seguiu-se um ano de obras, burocracias e preparação até abrir portas.
O conceito é direto: sandes de inspiração nova-iorquina, feitas com lógica de cozinha de autor. “Queremos pegar numa ideia de fine dining e torná-la acessível. Uma sandes pode ser isso: um prato completo, mas que ainda se pode comer com as mãos”, resume.
Na prática, isso traduz-se num menu curto, mas com bastante trabalho por trás. Tudo o que é possível é feito na casa, desde os molhos até à preparação das carnes. “Fazemos os nossos próprios molhos, cozinhamos ossos de vaca durante horas para criar bases ricas dos nossos molhos e usamos ingredientes de qualidade. Tentamos fazer tudo nós.”

Entre as opções de sandes, há algumas que se destacam logo à partida. A French Dip (14€) é uma das mais trabalhadas: leva rosbife de costela preparado com manteiga aromatizada, alho confitado e ervas, servido com cebola caramelizada e um molho quente à parte para mergulhar.
Outra das opções é a Beef Cheek Ragu (13€), com carne de vaca cozinhada lentamente até se desfazer, servida com queijo provolone derretido e pickles de cebola.
Para algo mais clássico, há a Chicken Caesar (12€), com frango panado no momento, alface, molho César da casa, anchovas e parmesão. Já a Tuna Salad (11€) aposta numa versão mais fresca, com salada de atum, cebola em pickle e maionese de raiz-forte.
Há ainda uma opção vegetariana, a Mushroom Ragu (12€), com cogumelos salteados e molho de soja, pensada para ter a mesma intensidade de sabor das versões com carne.
Para acompanhar, o espaço tem também uma cerveja própria criada em parceria com a Oitava Colina (cerca de 4€), além de outras bebidas. A ideia passa também por trabalhar com produtores locais sempre que possível. “Queremos usar ingredientes portugueses e apoiar o comércio local”, explica Nico.
Apesar de ter aberto há poucos dias, o ritmo já tem sido intenso. “Nos primeiros dias esgotámos tudo. No domingo às quatro da tarde já não tínhamos mais sanduíches”, conta. Ainda assim, admite que há ajustes a fazer. “Estamos a afinar processos. Queremos manter a qualidade, mas também ganhar rapidez.”
Para já, o feedback tem sido positivo e isso nota-se na fila. Campo de Ourique ganhou mais um spot, daqueles que parecem simples, mas onde cada detalhe foi pensado ao pormenor.
Carregue na galeria para ver mais fotografias da imagem e dos pratos.

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