Vinho, petiscos portugueses que fazem um match perfeito com cada copo e uma estante com livros para todos os gostos. É isto que oferece o Histórias a Copo, o novo wine bar de Espinho. O espaço foi inaugurado a 12 de julho por duas amigas, Ana Silva, de 34 anos, e Sónia Oliveira, de 36.
Conheceram-se numa formação de sommeliers na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto — Ana era formadora e Sónia uma das alunas. Mais tarde, passaram a trabalhar juntas na indústria corticeira, onde analisavam rolhas destinadas a garrafas de vinho. A amizade cresceu e o projeto em comum acabou por surgir naturalmente.
“A Sónia é uma pessoa extremamente dedicada e trabalhadora. Tem uma energia inesgotável e é aquela pessoa com quem podemos sempre contar”, conta à NiT a cofundadora Ana Silva.
O sonho partiu precisamente de Sónia, que há muito desejava abrir um negócio próprio. “Falou-me sobre esta possibilidade durante um desabafo e fui para casa a pensar no assunto. Como tenho formação em enologia e ela é sommelier, podia ser um bom projeto tendo em conta as nossas bases e paixão pelos vinhos”, recorda Ana.
O espaço em Espinho apareceu por acaso, mas reunia todas as condições que procuravam. A localização, mesmo em frente à praia, foi determinante. “É um lugar privilegiado”, sublinha Ana, que destaca o “pôr do sol fantástico”.
O foco está, claro, nas bebidas, mas também no próprio espaço onde se “brinda à família e às raízes”. É, acima de tudo, um wine bar sem pretensões e onde os clientes podem estar “num sítio acolhedor com conversas e muitas partilhas de histórias e memórias que emparelham com cada copo”.
A carta foca-se nos petiscos tradicionais portugueses, cujos nomes são homenagens a amigos e familiares das fundadoras. Entre os mais pedidos estão os Rojões d’Avó Dina (7€), feitos com castanhas, as Moelas do Nené (6€), a feijoada com bacalhau da Bininha (13€) e os Folhadinhos do João (6€), recheados com alheira e grelos. O menu está dividido por capítulos, numa ligação ao conceito de histórias.
Na carta de vinhos, com mais de 50 referências, as proprietárias quiseram colocar os seus vinhos favoritos, sobretudo numa aposta em produtores menos conhecidos. Teriam, naturalmente, que fazer o pairing perfeito também com a carta de petiscos.
Entre as escolhas, destacam, por exemplo, o rosé da Casa de Oleiros (14€ a garrafa), o Fraga da Galhofa Moscatel Galego (23€), o Quinta dos Termos Fonte Cal (17€), o Filipa Pato Dinâmica (23€), ideal para o verão, e o Coliseu Colheita Tardia (52€), recomendado para acompanhar a sobremesa de amêndoa com doce de laranja (5,50€).
A cada dia, há sempre oito a dez vinhos disponíveis a copo, por valores entre os 4 e e os 11€. E se não quiser beber no local, pode levar para beber em casa, por um preço mais baixo ao de consumo no próprio espaço.
“Tanto no serviço de vinho a copo como de garrafa tentamos correr todas as regiões. A nossa ideia é, no futuro, termos todas aqui representadas”, adianta Ana. A carta inclui também propostas de Espanha, França, Alemanha e Nova Zelândia.
O Histórias a Copo tem capacidade para cerca de 20 pessoas na esplanada e 25 no interior. O ambiente é acolhedor, com madeiras escuras, sofá corrido e paredes brancas. Numa das zonas, há ainda uma estante com livros — com obras que as fundadoras tinham em casa — à disposição dos clientes, perfeita para acompanhar um copo e um petisco.
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