Um incêndio destruiu, a 1 de outubro, grande parte do Cabana Sass’, restaurante de luxo instalado junto da Praia do Almargem, em Quarteira. O alerta foi dado pelas 14h30 e os bombeiros permaneceram no local até perto das 17 horas. Durante a madrugada de sexta-feira, porém, as chamas reacenderam-se e obrigaram os operacionais a regressar ao espaço, onde permaneceram até cerca das 5h30, avança o jornal “Sul Informação”.
“Estamos de coração partido com o que aconteceu, mas, acima de tudo, gratos por todos estarem em segurança. O nosso mais sincero agradecimento vai para os bombeiros pelo trabalho incrível que fizeram para combater o incêndio, e para todos os que nos ajudaram a ultrapassar este momento tão difícil”, lê-se num post partilhado no Instagram.
“Estamos unidos enquanto equipa, a apoiar-nos uns aos outros e a cuidar do espaço que construímos com tanto carinho e paixão. O Cabana Sass é mais do que um lugar. São as pessoas, o espírito e as memórias que criámos juntos. E isso não pode ser perdido pelas chamas. O Cabana Sass vai voltar a erguer-se”, conclui a nota.
O restaurante tinha aberto as portas em setembro de 2025, depois de um investimento que levou para o Algarve o conceito da família Sass. O projeto é liderado por Samuel “Samy” Trèves, filho de Salvador “Sassa” Trèves e Yolande, fundadores do Sass’ Café, no Mónaco, que abriu em 1993.
Ver esta publicação no Instagram
A marca, que começou como piano bar, tornou-se num dos espaços de restauração e vida noturna mais conhecidos do principado. O Cabana Sass’ foi apresentado como uma extensão do conceito para Portugal, mas com uma abordagem mais ligada à paisagem algarvia.
O espaço foi construído em madeira, entre os pinheiros junto à Praia do Almargem, e tinha grandes janelas viradas para o Atlântico. Na cozinha estava o chef francês Nicholas Largillet, que trabalhava uma carta com influências mediterrânicas e portuguesas, com destaque para peixe fresco, marisco, carnes preparadas em fogo aberto, massas e pratos para partilhar.
A carta incluía pimentos shishito grelhados por 8€, cesto de legumes com tzatziki por 32€, amêijoas à Bulhão Pato na brasa por 38€, lulas fritas com molho de trufa e yuzu por 29€ e atum aburi com maionese fumada por 24€. Entre os pratos principais encontravam-se o entrecôte Black Angus de 300 gramas, a 54€, o carré de cordeiro, por 48€, e o frango baby ao limão, por 28€. Havia ainda pizza, pasta, saladas e sobremesas.
O conceito não esteve isento de polémica desde a abertura. A instalação do restaurante junto da Praia do Almargem foi contestada por se encontrar numa área abrangida pela Reserva Natural Local da Foz do Almargem e do Trafal.








