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Já está: Ljubomir Stanisic vence a primeira estrela Michelin com o 100 Maneiras

Este ano atribulado na vida do chef jugoslavo termina com a distinção no prestigiado Guia. Há mais uma novidade para Lisboa.
É o mais recente chef com estrela Michelin em Lisboa.

Há duas semanas estava a fazer greve de fome. Agora, nesta segunda-feira, 14 de dezembro, Ljubomir Stanisic é um dos mais recentes chefs em Portugal com uma estrela Michelin na jaqueta. O 100 Maneiras, restaurante que abriu no Bairro Alto, em Lisboa, no início de 2019, é uma das novas entradas no Guia que foi apresentado num inovador formato online.

A partir da Casa Real de Correos, em Madrid, foram anunciados os vencedores para a edição 2021 do Guia conjunto entre Portugal e Espanha. É em Lisboa que se encontram as duas únicas estrelas do nosso País. Além do 100 Maneiras, o Eneko Lisboa, do chef basco Eneko Atxa, viu o espaço galardoado com uma estrela inédita.

Num ano atípico para o Guia, Portugal consegue apenas duas estrelas. No que a perdas diz respeito, apenas o São Gabriel, que encerrou, deixa de constar no Guia. Desta forma, mantemos os sete restaurantes com duas estrelas. Pode consultar a lista completa mais abaixo neste artigo.

Este foi um final de ano atribulado para Ljubomir Stanisic, sobretudo por causa da pandemia. Com o encerramento dos espaços na altura do primeiro confinamento, foi dos primeiros chefs a pedirem apoio ao governo para o setor da restauração. Mais tarde, juntou-se ao movimento “Sobreviver a Pão e Água”, e fez greve de fome durante sete dias em frente da Assembleia da República.

No início de dezembro, precisamente no 100 Maneiras, lançou um serviço de delivery e take-away, algo que nunca imaginou fazer. Ao contrário da estrela — algo com que sonhava há vários anos, mas que não o motiva de forma especial para trabalhar. Numa entrevista à TVI disse mesmo que queria dar a melhor qualidade aos clientes, só isso. A ambição de uma estrela quase o levou à falência, como contou na mesma entrevista, devido ao investimento feito em copos de cristal, por exemplo.

O 100 Maneiras abriu em fevereiro de 2019 e apenas nove meses depois já integrava a lista dos 50 Best Discovery, compilada pela organização dos The World’s 50 Best. O restaurante tem três menus de degustação. O História (125€), o Conto (95€) e o Eco do 100 (110€). 

O primeiro é uma viagem à terra natal do chef com 17 momentos. O segundo traz algumas novidades e 11 momentos. Já o último é dedicado à cozinha vegetariana, uma das preocupações do chef. O projeto do restaurante contou com o trabalho dos arquitetos da HAJE Hugo Marques Amaro e João Miguel Esteves, e ainda Nini Andrade Silva no designer de interiores.

Por outro lado, o chef Eneko Atxa está bem habituado às estrelas. Conquistou a primeira Michelin em Lisboa, mas no currículo já leva outras cinco: três com o Azurmendi, outra com o Eneko Bilbau e mais uma com Eneko, que fica próximo do Azurmendi. 

Chegou a Lisboa para abrir dois projetos, o Eneko Lisboa, agora estrelado, e o Basque. O Eneko sempre se dedicou ao fine dining e o resultado dessa obsessão pela perfeição chegou pouco mais de um ano após a abertura.

Se para Portugal o Guia foi pouco generoso, o mesmo não se pode dizer para Espanha. Conseguiu três novos restaurantes com duas estrelas e mais 19 com a primeira. Na nova categoria de estrela Verde, para restaurantes com práticas sustentáveis e amigas no ambiente, Portugal também não tem nenhum nome na lista. Já Espanha tem 21 espaços com esta nova distinção.

Veja a nova lista completa de todos os restaurantes com estrela Michelin em Portugal.

Duas estrelas Michelin

Casa de Chá da Boa Nova, Leça da Palmeira (Rui Paula)

Há vários anos que Rui Paula trabalhava pela sua estrela Michelin. Conseguiu-a na edição do Guia de 2017. Tem sido graças ao trabalho no cenário impressionante da Casa de Chá da Boa Nova — edifício à beira-mar, desenhado por Siza Vieira — que Rui Paula tem conseguido convencer os inspetores. Na edição de 2020 conseguiu mesmo a segunda estrela no Guia.

Morada: Lugar da Boa Nova, Leça da Palmeira

Alma, Lisboa (Henrique Sá Pessoa)

Desde outubro de 2015 que o Alma se encontra no Chiado em Lisboa. Em 2017, Henrique Sá Pessoa conseguiu a estrela Michelin para o restaurante que inaugurou em Santos. O Alma fica num antigo armazém da livraria Bertrand e foi projetado pelo arquiteto Tiago Silva Dias. Existem dois menus de degustação, o Alma (120€) e Costa a Costa (120€). Conquistou a segunda estrela na edição do Guia para 2019.

Morada: Rua Anchieta, 15, Lisboa

Belcanto, Lisboa (José Avillez)

José Avillez é possivelmente o mais célebre chef português da atualidade. Chegou ao velhinho Belcanto — fundado em 1958 —, renovou-o e transformou-o numa das maiores referências do País. Desde 2012 que o chef ali apresenta a sua cozinha mais criativa e que lhe valeu a primeira estrela, logo ao final de um ano de trabalho. A segunda chegou pouco tempo depois, no Guia de 2014, e consagrou o Belcanto como o primeiro duas estrelas da cidade Lisboa.

Desde o início de 2019 que o espaço tem uma nova morada, mesmo ao lado da anterior. O Lisboa (165€) e o Carrossel (185€) são os dois menus de degustação do restaurante. O espaço é 15 metros quadrados maior e tem capacidade para mais 12 pessoas sentadas. Neste momento, o número está ligeiramente reduzido devido à pandemia.

Morada: Rua Serpa Pinto, 10A, Chiado, Lisboa

Ocean, Porches (Hans Neuner)

Hans Neuner é mais um austríaco no Algarve com estrela Michelin. Chegou ao Ocean, do Vila Vita Parc Resort & Spa, em 2007 e em dois anos atingiu o objetivo de pôr o restaurante no Guia Michelin. A segunda estrela chegou em 2011 e tornou Neuner um dos mais jovem chefs a atingir a marca. Só funciona ao jantar e a sala, claro, está virada para o Atlântico. Tem conseguido manter a qualidade ao longo dos anos.

Morada: Rua Anneliese Pohl, Alporchinhos, Porches

O Il Galo D’Oro mantém-se com duas estrelas.

Il Gallo d’Oro, Madeira (Benoît Sinthon)

Sinthon chegou à cozinha do restaurante madeirense em 2004 e precisou de cinco anos de trabalho para ganhar a primeira estrela Michelin que foi também a primeira da Ilha. No guia de 2017 ganhou a segunda estrela, mais uma proeza para o Funchal. Os menus de degustação do restaurante do hotel The Cliff Bay surgem em vários preços. O espaço está encerrado há alguns meses para obras. A abertura estava prevista para o final deste ano.

Morada: The Cliff Bay, Estrada Monumental, 147, Funchal, Madeira

The Yeatman, Vila Nova de Gaia (Ricardo Costa)

Foi com o chef Ricardo Costa no comando que o The Yeatman conquistou a primeira estrela, em 2011, um ano depois da abertura. A consagração chegou com a segunda estrela ganha na edição 2017 do Guia de 2018. Ricardo Costa não é um chef estranho no que a estrelas Michelin diz respeito. Foi ele quem conquistou, em 2009, a estrela do Largo do Paço, o restaurante do hotel Casa da Calçada, em Amarante. Dois anos depois, repetia o feito no The Yeatman. O restaurante fez 10 anos em 2020.

Morada: Rua do Choupelo, Vila Nova de Gaia

Uma estrela Michelin

NOVO 100 Maneiras, Lisboa (Ljubomir Stanisic)

É uma das grandes surpresas nesta edição do Guia Michelin. O 100 Maneiras, do chef Ljubomir Stanisic, abriu em fevereiro de 2019, ao lado do homónimo espaço no Bairro Alto. O espaço devia ter sido inaugurado em 2018, mas as obras prolongaram-se mais do que o esperado. 

O restaurante conta com três menus de degustação. O História (125€), o Conto (95€) e o Eco do 100 (110€). Todos podem ser harmonizados com suplemento de vinhos, que é pago à parte. Devido à pandemia, o chef teve de criar um menu de take-away e delivery que está disponível desde o início de dezembro.

Vai entrar em 2021 com uma estrela no bolso e um novo programa da SIC que ainda não tem data de estreia.

Morada: R. do Teixeira 39, 1200-459 Lisboa

É a sexta estrela para o chef basco.

NOVO Eneko Lisboa, Lisboa (Eneko Atxa)

Estrelas Michelin não são uma novidade para Eneko Atxa, o chef basco que chegou a Lisboa em setembro de 2019. Um ano bastou para provar que em Portugal também consegue ganhar estrelas. Conseguiu a primeira para o espaço no Guia Michelin de 2021.

Em Espanha já era detentor de outras estrelas. Tem três com o Azurmendi, outra com o Eneko  Bilbau e mais uma com Eneko, que fica próximo do Azurmendi. A sexta estrela chegou com o projeto na capital portuguesa.

Depois de algum tempo fechado, o restaurante reabriu no início de agosto com dois menus de degustação. São eles o Adarrak e o Erroak. Em 2000 o cozinheiro basco foi considerado o melhor jovem chef espanhol. Tem outro restaurante em Lisboa, o Basque, que abriu ao mesmo tempo que o agora estrelado.

Morada:  Rua Maria Luísa Holstein 15, 1300-388 Lisboa

Mesa de Lemos, Viseu (Diogo Rocha)

Foi uma das novidades no Guia Michelin de 2020. Se há dois anos, houve estrelas para o interior do País, como Guimarães e Bragança, em 2020 o prestigiado Guia passou por Viseu. A estrela ficou para as sugestões criadas pelo chef Diogo Rocha. O restaurante existe há seis anos e sempre se caracterizou pelo fine dining. Existem dois menus de degustação, um a 80€, e outro, mais completo por 105€, com sete momentos.

Morada: Quinta de Lemos, Passos de Silgueiros, 3500-541 Viseu

Vistas, Sesmarias (Rui Silvestre)

Estrela Michelin não é uma novidade para Rui Silvestre. Foi o mais novo chef em Portugal a consegui-la pela primeira vez. Estávamos em 2016 e o chef ainda estava no Bon Bon, no Carvoeiro. Depois de uma passagem por Lisboa, voltou ao Algarve, ao Vistas, o restaurante do Monte Rei Golf & Country Club, nas Sesmarias, perto de Vila Nova de Cacela. Foi ali que conseguiu mais uma estrela para a região. O projeto reabriu em março de 2020 com uma cozinha virada para os produtos locais e da época. A primeira estrela Michelin chegou para o guia de 2020.

Morada: Sitio Do Pocinho – Sesmarias, 8901-907, Vila Nova de Cacela

Fifty Seconds, Lisboa (Martín Berasategui e Filipe Carvalho)

Em 2018 tinha acabado de abrir há um mês quando foram anunciados os vencedores da edição 2019 do Guia. Ainda assim havia a esperança de uma entrada recorde. Um ano depois, aqui está mais uma estrela para Martín Berasategui — já tem mais de dez na jaqueta. No topo da Torre Vasco da Gama é o português Filipe Carvalho quem lidera a cozinha.

O restaurante fica a 120 metros de altura e tem propostas tão incríveis como mil folhas com caramelizado de foie gras e maçã verde, um clássico do chef, ou ostras com sumo de azeitonas verdes, emulsão de wasabi e algas crocantes. 

Morada: Cais das Naus, Lote 2.21.01, Lisboa

Foi a grande novidade de 2020.

Epur, Lisboa (Vincent Farges)

Demorou, mas foi. No início de maio de 2018, Vincent Farges abria finalmente o seu tão esperado restaurante no Chiado. As obras do Epur atrasaram, mas o espaço abriu e foi uma das entradas do Guia na edição 2020. Estrelas em Portugal não são novidades para o chef Vincent Farges. Já a tinha conquistado uma na Fortaleza do Guincho. No Epur existem vários menus de degustação. O mais barato custa 70€  e inclui três  momentos. O mais caro fica a 160€ e tem oito momentos.

Morada: Largo da Academia das Belas Artes 14, Lisboa

G Pousada, Bragança (Óscar e António Gonçalves)

Não é um restaurante muito conhecido pela maioria dos portugueses, mas faz parte do Guia Michelin desde a edição de 2019. Óscar Geadas é o chef responsável pela cozinha deste espaço em Bragança. Com o irmão, António Gonçalves, já teve outro restaurante, mas aqui as propostas são muito mais criativas e conquistaram os inspetores. Este é o projeto gastronómico da Pousada de São Bartolomeu.

Morada: Estrada do Turismo, 5300-271, Bragança

A Cozinha, Guimarães (António Loureiro)

António Loureiro foi considerado o Chefe Cozinheiro do Ano em 2014. Desde essa altura que está n’A Cozinha, em Guimarães. É o primeiro restaurante da cidade a entrar no Guia. Fica mesmo no centro histórico e apresenta uma cozinha moderna e criativa.

Morada: Largo do Serralho, 4, Guimarães

Midori, Sintra (Pedro Almeida)

É o segundo espaço no resort Penha Longa, em Sintra, a ganhar estrela Michelin. É um dos mais antigos restaurantes japoneses em Portugal e faz também parte do prestigiado Guia desde a edição 2019, que foi anunciada em Lisboa. Teve uma grande remodelação em 2012. Pedro Almeida é o responsável pela cozinha. O restaurante tem capacidade para 18 pessoas e dois menus de degustação onde são usados muitos produtos locais, o Kiri e o Yama.

Morada: Estrada da Lagoa Azul , Penha Longa, Sintra

Feitoria, Lisboa (João Rodrigues)

O restaurante do Altis Belém Hotel & Spa é uma das referências gastronómicas mais importantes de Lisboa. À sua frente está o chef João Rodrigues, que já passou pela Bica do Sapato, que encerrou este não, e pelo Varanda, do Ritz Four Seasons. Em 2007 ganhou o título de Chefe Cozinheiro do Ano, mas o grande passo foi dado quando se juntou ao chef José Cordeiro, na cozinha do Feitoria.

A primeira estrela foi ganha em 2011. A partir de 2013, com a saída do chef, João Rodrigues assume a liderança da cozinha e segura a classificação no Guia Michelin consecutivamente. Em 2019 abriu mais um espaço na cidade, no topo do Altis Avenida Hotel, o Rossio Gastrobar.

Morada: Altis Belem Hotel & Spa, Doca do Bom Sucesso, Lisboa

William, Funchal (Luís Pestana)

Luís Pestana é o chef executivo do restaurante e trabalha no William há mais de 25 anos. No Guia de 2017 o restaurante do histórico hotel Belmond Reid’s Palace foi uma das supressas ao trazer até ao Funchal mais uma estrela Michelin. Há vários menus de degustação para uma refeição completa. Custam desde 120€. 

Morada: Estrada Monumental,139, Funchal

Pedro Lemos, Porto (Pedro Lemos)

O restaurante está na Foz Velha desde 2009 e conquistou uma estrela Michelin em 2014, numa altura em que nenhum espaço do Porto tinha tal distinção. O mérito é do chef que dá nome ao espaço e que renovou por completo o restaurante. A mudança parece ter agradado aos inspetores e acrescentou ainda um pormenor curioso: uma horta biológica no exterior, que fornece muitos dos ingredientes que o chef usa nos menus de degustação.

Morada: Rua Padre Luis Cabral, 974, Porto

Vista, Portimão (João Oliveira)

Era um dos restaurantes mais falados em Portugal para ganhar estrela nos últimos anos. Não chegou a ser em 2017, um ano bombástico para o País com várias novidades. Foi preciso esperar pelo Guia de 2018 para vermos mais um restaurante algarvio a ganhar uma estrela. João Oliveira está no Vista, o restaurante do Bela Vista Hotel & Spa, em Portimão, desde 2015 e passou antes pelas cozinhas do The Yeatman e Vila Joya.

Morada: Avenida Tomás Cabreira, Praia da Rocha, Portimão

Fortaleza do Guincho, Cascais (Gil Fernandes)

O restaurante do Hotel Fortaleza do Guincho foi inaugurado em 1998 e pela sua cozinha passou Antoine Westermann, que captou a atenção dos inspetores Michelin. Em 2011 conquistou a estrela Michelin que se mantém até hoje.

Miguel Rocha Vieira era o chef do Fortaleza, mas acabou por sair no início de novembro. Estava no restaurante desde 2015 quando substituiu Vincent Farges — que abriu o Epur, em Lisboa. Gil Fernandes assumiu o restaurante desde o final de 2018, já depois do anúncio do Guia para o ano seguinte.

Morada: Fortaleza do Guincho, Estrada do Guincho , Areia, Cascais, Lisboa

Gusto, Almancil (Heinz Beck)

Há vários anos que a estrela Michelin escapava ao Gusto, o restaurante do hotel Conrad Algarve, em Almancil. A distinção chegou no Guia de 2018. O chef alemão Heinz Beck, mestre da gastronomia italiana, é o chef consultor, que já tinha estrelas no La Pergola, em Roma, e noutros espaços em que foi consultor em Itália e França. Delfo Schiaffino é o chef residente. O hotel foi inaugurado em 2012 e o restaurante é especializado em comida mediterrânica.

Morada: Estrada da Quinta do Lago, Almancil

LAB, Sintra (Sergi Arola)

As estrelas Michelin para Sergi Arola em Espanha não são uma novidade. Já em Portugal recebeu a primeira para o LAB no Guia de 2017. Este foi o último restaurante que o chef inaugurou no Penha Longa Resort, em Sintra, em junho de 2015. Há menus de degustação, mas também várias sugestões para pedir à carta. Na carta de vinho tem mais de 550 referências, muitas delas nacionais.

Morada: Estrada da Lagoa Azul, Sintra

Largo do Paço, Amarante (Tiago Bonito)

O edifício histórico de Amarante é a casa do Hotel da Casa da Calçada. Lá dentro, esconde-se um dos melhores restaurantes do País, o Largo do Paço, que foi casa de muitos e prestigiados chefs portugueses. José Cordeiro conquistou a estrela Michelin em 2004. Ricardo Costa, hoje no The Yeatman, reconquistou-a. Seguiu-se Vítor Matos, atual chef do Antiqvvm, no Porto, também estrelado, e seguiu-se depois André Silva, o Chefe Cozinheiro do Ano em 2013.

Desde abril de 2017 que Tiago Bonito assume a responsabilidade da cozinha. Foi Chefe Cozinheiro do Ano em 2011 e passou antes pelo Tróia Design e Vilalara Thalassa Resort. Em 2016 chegou a Lisboa para abrir o Lisboeta, o espaço da Pousada de Lisboa onde agora se encontra o RIB. Continua o trabalho de manter este espaço no Guia.

Morada: Casa da Calçada, Largo do Paço, Amarante

Loco, Lisboa (Alexandre Silva)

Alexandre Silva passou pelos restaurantes Bocca e Bica do Sapato, em Lisboa, mas foi no Loco que conseguiu trazer uma nova estrela para a cidade em 2017. Antes disso esteve também na abertura do restaurante do hotel de cinco estrelas Alentejo Marmoris. O chef tem ainda um espaço no Mercado da Ribeira. No Loco, na Estrela, há um menu de degustação: tem 16 momentos e custa 113€.

Morada: Rua dos Navegantes, 53B, Lisboa

Antiqvvm, Porto (Vítor Matos)

Quando Vítor Matos deixou o cargo de chef do Largo do Paço, em Amarante, não havia sinais de novos projetos à vista. Mas não tardou muito a encontrar um escape para a criatividade. O local escolhido foi o Antiqvvm, o restaurante do Porto que ocupou o espaço do antigo Solar do Vinho do Porto, perto dos caminhos do Romântico e com uma vista privilegiada sobre o Douro. Conseguiu ao fim de um ano a conquista da estrela no Guia Michelin de 2017.

Morada: Rua de Entre-Quintas, 220, Porto

Ganhou duas estrelas no Guia de 2020.

Bon Bon, Carvoeiro (Louis Anjos)

Foi a grande surpresa na edição 2016 do Guia Michelin para Portugal. A estrela foi ganha pelo chef Rui Silvestre, que está agora no restaurante Vistas, também na região algarvia. Louis Anjos é o atual responsável pela cozinha. Antes esteve no restaurante Macdonald Monchique Resort & SPA, no Algarve. O espaço vai estar aberto até ao final de novembro. Em dezembro e janeiro está encerrado. Existem quatro menus de degustação, custam no mínimo 105€.

Morada: Urbanização Cabeço de Pias, Carvoeiro

Eleven, Lisboa (Joachim Koerper)

Joachim Koerper perdeu a estrela no restaurante de Lisboa no Guia de 2011. Foi recuperada no Guia de 2014 e, desde então, nunca mais a perdeu de novo. Fica no topo do Parque Eduardo VII e tem uma das melhores vistas sobre Lisboa. O chef lançou um livro em outubro de 2019 com a história dos 15 anos daquele espaço.

Morada: Rua Marquês de Fronteira, Lisboa

Saídas do Guia Michelin

São Gabriel, Almancil (Leonel Pereira)

Leonel Pereira percorreu o mundo à procura de inspiração e experiência. O algarvio tomou conta da cozinha do São Gabriel, em Almancil, em 2013, numa altura de viragem do restaurante — até perdeu a estrela que tinha. Precisou apenas de um ano para recuperar a confiança dos inspetores do Guia. O restaurante acabou por ser vendido e encerrou já depois da atribuição das estrelas no Guia de 2020. Leonel Pereira tem outro projeto no Algarve, em Faro, o Check-in-Faro, que no Guia de 2021 entrou para a categoria do Bib Gourmand.

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