A cadeia de restaurantes mais emblemática da gastronomia ribatejana acaba de ganhar um espaço totalmente renovado. Depois de 545 dias encerrado para obras, a antiga Taberna do Quinzena II (que funcionou temporariamente na Mecheira durante este período) voltou a abrir, a 7 de novembro passado, junto ao Mercado Municipal de Santarém. A novidade chega acompanhada não só de uma nova decoração, mas também de um novo nome.
O espaço passou a chamar-se Taberna do Quinzena Mercado e fica na Rua Dr. Jaime Figueiredo. É agora a maior unidade do grupo que, além da casa original na Rua Pedro Santarém, conta ainda com espaços no Hotel Santarém e no Cartaxo.
Está agora num edifício mais confortável, com várias salas e capacidade para 280 pessoas, mais do dobro dos 120 lugares que tinha anteriormente. O restaurante, que antes tinha apenas um piso, passou a ter dois, permitindo agora receber grandes grupos, incluindo eventos empresariais, com mesas para 60 a 80 pessoas.
Da estrutura das casas de banho ao mobiliário, a remodelação foi total e pensada para tornar o ambiente mais moderno, amplo e acolhedor. E tudo indica que o resultado agradou: não há praticamente um dia em que o restaurante não esteja cheio, com clientes a disputar lugar neste verdadeiro símbolo da cozinha ribatejana.
O projeto de renovação foi assinado pelo arquiteto José Figueiredo Almeida. As cores fortes entre verde, bordô e amarelo deram lugar a uma decoração mais leve e clean, em tons de bege e terracota, que o espaço considera ser mais adequado aos clientes atuais. Sobre a obra, o responsável Fernando Batista diz que “só ficou a parede da frente”, tudo o resto foi completamente renovado. Ainda assim, sublinha que o essencial é inovar sem perder a alma e a identidade das típicas tabernas portuguesas.
Com mais de um século e meio de tradição, a cadeia de restaurantes é hoje gerida por Fernando, com 59 anos, representante da quarta geração da família, que seguiu o negócio do fundador José “Quinzena”. O nome vem dos tempos em que o espaço funcionava como mercearia, onde os trabalhadores pagavam “à quinzena”. Mais tarde, começaram a servir vinho, petiscos e refeições. Quando abriu portas, em 1870, era comum ver por ali toiros e campinos a caminho das corridas, memórias que permanecem na lembrança dos vizinhos.
Fernando conta que cresceu a ouvir histórias de clientes que frequentam a casa há décadas. “Foi um bocado uma escola”, recorda. Os vários espaços da Taberna do Quinzena mantém clientes fiéis há décadas, mas recebem também muitas pessoas que chegam de vários pontos do País, curiosas para provar as especialidades do famoso espaço.
Quanto ao sucesso, Fernando garante que não há grandes segredos: “É manter a qualidade, a simpatia, uma boa relação com os colaboradores e tratar o cliente como um amigo”.
Entre os pratos mais pedidos, segundo o próprio, estão o Magusto com Bacalhau Assado (16€) e o Cabrito no Forno (18€). A ementa varia ao longo das semanas e inclui ainda opções como Coelho à Caçador (14€), Feijoada de Chocos (13€), Pescada Frita com Arroz de Tomate (12€), Lombo Recheado com Farinheira (14€) e Picadinho de Novilho Bravo (15€).
O vinho da casa custa 2,90€ a garrafa de meio litro e 5,50€ a de um litro. Para começar, há entradas como febras de pica-pau (6€), queijo carvão (6€) e chouriço de carne ribatejana (8€). Nas sobremesas, destacam-se o doce de amêndoa (4€), a pêra bêbeda (3,60€) e a trouxa de ovos com laranja (4,80€).
Carregue na galeria para ver algumas imagens dos pratos e do espaço.

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