Restaurantes

Já pode voltar a pedir o mítico bife do Café Central em Santarém

A casa histórica, que foi inaugurada em 1937, reabriu melhor do que nunca. Desde 1 de outubro, também serve brunch.
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Após mais de três décadas a viver na Suíça, Cristina e Rogério Vargas, ambos com 54 anos, decidiram regressar a Portugal e abraçar um projeto próprio, no qual pudessem utilizar toda a experiência que conquistaram na área da restauração. A aposta não poderia ter sido mais alta: a dupla decidiu recuperar e devolver a Santarém o seu mítico Café Central, que foi fundado em 1937 e se encontrava encerrado desde 2020, muito por culpa da pandemia.

“Não somos naturais de Santarém. Eu sou de São João da Ribeira e o Rogério de Rio Maior, mas quanto surgiu a oportunidade de assumir o espaço, em pleno centro histórico, uma zona de que tanto gostamos, não pudemos deixá-la passar”, começa por contar Cristina à NiT.

Quando regressaram a solo nacional, em 2021, trataram então de reabilitar o edifício, sem nunca lhe tirar a essência. “Recuperamos grande parte da arquitetura original e procuramos recriar, em pequenos pormenores, o ambiente eclético que tanto caracterizava a casa, peça fundamental, desde sempre, nas dinâmicas da cidade. Mantivemos, por exemplo, os quadros que cá estavam desde a inauguração”, acrescenta.

A 1 de outubro, o duo reabriu, oficialmente, o também restaurante. Desde aí, os escalabitanos voltaram a deliciar-se com o bife à Central, uma peça de novilho servida com batata frita, ovo estrelado e molho de mostarda (18€), “que lembra o da Portugália” e segue a famosa receita. “Foi mesmo um membro da família que nos ensinou a fazê-la”, revela a responsável.

Na carta, que reflete o cuidado de respeitar os ingredientes da época e recorrer a produtores locais, encontra, igualmente, uma série de novidades. O polvo salteado com chouriço, feijão verde e batatas (18,5€) é uma delas. Trata-se de uma das grandes especialidades, a par do bife, do Café Central, onde brilham ainda pratos como o lombo de bacalhau frito com camarão (19,5€) e os cortadinhos, umas tiras de vitela salteadas com molho cremoso, cogumelos, batata crocante e legumes da época (19,5€).

Este último, uma recomendação do chef, Rogério, é a criação em que a inspiração da cozinha suíça se torna mais evidente. “Recria o Zürcher Gestchnetzelte, um prato típico de Zurique feito com carne de vitela, champignon, vinho e creme de leite servido com rosti”. A influência do país em que viveram por tantos anos nota-se, igualmente, na tábua de queijos (9,5€) que pode pedir como entrada.

Nos meses de novembro e dezembro vão servir, de igual modo, scones e outras delícias características da época natalícia. Tudo pode ser acompanhado por uma das mais de 60 referências que constam da proposta vínica do espaço. Entre brancos, tintos, espumantes e vinhos do Porto, há rótulos de todas as regiões nacionais disponíveis. O Vranken Demoiselle EO Tete de Cuvée e o Vranken Diamant Brut, champanhes de base cardonnay e origem francesa, são outras possibilidades.

Diariamente, embora ao fim de semana seja mais popular, há brunch. “É um conceito pouco popular em Santarém, pelo que decidimos investir”, comenta Cristina. A panqueca de batata, com batata doce crocante, ovos mexidos, espinafres, bacon, pinhões e sumo de laranja natural (8,5€), o iogurte grego com mel, granola e banana (4,5€) e os crepes da avó (7,5€) destacam-se entre as várias opções na hora de fazer o pedido.

Carregue na galeria para espreitar o espaço recém-inaugurado, que a dupla pretende que volte a ser o ponto de encontro das gentes da terra.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua Guilherme de Azevedo, 32.
    2005-145 Santarém
  • HORÁRIO
  • Terça a sexta das 09h30 às 15h e das 18h30 às 22h30. Sábado das 09h30 às 23h. Domingos das 10 às 15h.
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Café

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