Restaurantes

Kau leva a carne defumada para a mata da Malveira, com passagem pelo NOS Alive

A especialidade suculenta de Rui Matias estará em destaque na zona de restauração do festival, com o seu famoso fire pit.

Carnes acabadas de grelhar que se desprendem facilmente dos ossos. É isto que centenas de pessoas querem provar sempre que procuram os eventos da Kau Barbecue. O fenómeno enche pavilhões, festivais e eventos de clientes com vontade de provar a carne suculenta. Por detrás do grelhador está Rui Matias, de 44 anos, que conheceu o conceito em terras parisienses e decidiu trazê-lo para Lisboa. Agora, prepara-se para abrir o primeiro restaurante da marca, na Malveira.

Rui sempre esteve ligado à cozinha. Estudou na Escola Profissional da Pontinha, para depois estagiar no Real Palácio, na altura da sua abertura, e de lá assou para a quinta de Sant’Ana onde aprofundou os conhecimentos vínicos. Passou depois por outros espaços até que, em 2011, enquanto trabalhava no Arrábida Resort, começou o projeto do Bolo do Caco, com a mulher, Vera Matias.

“O negócio correu melhor do que esperávamos e, ao fim de seis meses, tive de me despedir do hotel. Em 2019 vendíamos centenas de pães e surgiu a oportunidade de vender a marca e continuar a trabalhar lá. Ficámos até 2021, altura em que decidimos tirar umas longas férias em família pela Europa”, recorda o mestre do assador.

Durante a viagem, Rui Matias esteve em Paris, onde provou, pela primeira vez, barbecue. Ficou rendido e assim que aterrou em Portugal comprou um defumador para tentar recriar o prato em casa, mas sem sucesso. Utilizou diferentes carnes durante as tentativas e experimentou várias técnicas, contudo, continuava sem conseguir chegar ao ponto da carne que provou em França.

Decidiu procurar ajuda e, em 2022, pegou novamente na família para umas férias, desta vez pelos Estados Unidos da América. “Passámos dois meses de mochila às costas, de cidade em cidade até chegar ao Texas, onde a especialidade foi inventada. O meu objetivo era visitar o melhor restaurante de barbecue naquele estado, que tinha sido premiado por uma revista profissional”, diz,

Rui Matias estava curioso com os acampamentos que via todos os dias à porta, por volta das oito da manhã, de clientes ávidos por provar a especialidade. Conseguiram juntar-se aos curiosos, provaram o barbecue e falaram com os pit master para aprender a técnica.

Assim que regressaram, o chef dedicou-se novamente às experiências. Em agosto de 2023 estava preparado para dar a conhecer a especialidade norte-americana em Lisboa. Inscreveu-se na Feira da Malveira, montou um pit gigante e durante os seis dias do evento percebeu que tinha ali um negócio com potencial. “O primeiro dia foi de curiosidade, a partir do quarto dia nunca mais parámos. Foi brutal”, assume.

 
 
 
 
 
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O primeiro evento foi um sucesso, mas levou-o a perceber que tinha de manter a marca viva, ainda que não tivesse um espaço preparado para o conceito. Começou a marcar presença noutros festivais e a fazer pop-ups, enquanto procurava o local para receber o Kau Barbecue. A marca fez também parte do Chefs on Fire e outras inciativas.

Esta quinta-feira, 10 de julho, arranca com mais um desafio: servir a sua especialidade no NOS Alive. A marca leva ao evento a sua carne suculenta e defumada no maior fire pit da Europa, que Rui irá estrear durante os dias do festival. “Pesa quase quatro toneladas e cabem cerca de 40 peças de cada vez”, refere. “No ano passado fizemos o Rock in Rio com uma peça menor e servimos seis mil refeições em quatro dias. Esperamos nova enchente neste evento”, acrescenta.

O pit vai estar a trabalhar durante 24 horas para garantir que está sempre pronto para grelhar mais umas peças de carne. Quem visitar a banca pode pedir pulled pork (16€) servido em pão brioche ou um brisket (18€) com duas fatias de carne defumada colocada por cima do pão.

No início de agosto, o chef vai abrir o primeiro espaço da marca, na Malveira. Foi lá que, antes de arrancarem as obras, em outubro, fez um evento para duas mil pessoas. “Foi uma loucura. Isto fica no meio do mato, só cá vem quem sabe. Algumas pessoas esperaram duas horas na fila e não conseguimos servir todas. Aprendi que temos de criar bilhetes com slots de horários para facilitar, mas também nos deu para perceber que o conceito estava a ser bem recebido”, admite.

O espaço terá 500 metros quadrados, onde o fire pit, que agora está no NOS Alive, irá ser a peça central. Pouco se sabe sobre a decoração, ou a capacidade, mas uma coisa é certa: não faltará carne suculenta que se desprende dos ossos com facilidade, em fartura.

Carregue na galeria para descobrir mais sobre o conceito. 

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