Instalado na adega da Azores Wine Company, nasceu o Latitude. Situado na encosta norte da ilha do Pico, nos Açores, o restaurante abriu nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, marcando uma nova etapa do projeto gastronómico fundado por Filipe Rocha e António Maçanita, que já incluía a adega e um hotel no mesmo espaço, abertos há cinco anos.
Os responsáveis acreditam que fazia sentido dar um nome próprio à experiência de alta cozinha que já se vinha ali a desenhar. O crescimento do enoturismo na região, mostrou que quem chegava ao local queria ficar mais tempo à mesa. Chefiado pelo açoriano Rui Batista, o Latitude surgiu com a ideia de celebrar os produtos regionais e colocar o vinho no centro do menu.
Rodeado por uma área classificada como Património Mundial pela UNESCO, oferece vista para o mar e para as ilhas de São Jorge e Faial, com a montanha do Pico como pano de fundo. Lá dentro, os tons da decoração inspiram-se no caráter vulcânico da ilha.
“O edifício tem prémios de arquitetura tão importantes como o Big Mat, em 2023, ou RIBA, em 2024. Foi pensado e executado para estar integrado na paisagem, numa intervenção cuidadosa, sustentável e ecoeficiente. A ideia é proporcionar a continuação da simbiose ancestral entre o homem e a natureza”, explica Filipe Rocha, um dos fundadores.
Há, no local, peças de mobiliário vintage e uma imponente mesa desenhada pela artista Mircea Anghel, que tem espaço para 10 lugares e se tornou o coração da sala. Os outros 20 lugares distribuem-se ao balcão da cozinha aberta, onde o serviço decorre à vista dos clientes.

O vinho funciona como o fio condutor de toda a oferta gastronómica, servindo de base para os menus. Na Mesa Pico, as refeições de 19 momentos apresentam três harmonizações distintas. Um deles é o Latitude 38º27’, com foco em vinhos da ilha selecionados da enoteca da adega, e tem um custo de 175€ por pessoa.
A outra proposta é o menu Islands, que sugere uma viagem por terroirs vulcânicos dos Açores, Madeira, Canárias e Sicília, por 210€. Já a opção mais exclusiva, Today is the Greatest Day!, oferece garrafas raras e colheitas antigas da Azores Wine Company, como o Terrantez do Pico ou o Vinha dos Utras, ao preço de 395€. Sem a harmonização vínica, a degustação fica por 135€.
Para os clientes que optam pelo balcão, as propostas de seis momentos incluem o In My Place, que percorre as regiões onde o enólogo António Maçanita atua, desde o Alentejo ao Porto Santo, por 130€. O menu A Kind of Magic, dedicado em exclusivo aos vinhos do Pico, custa 145€, enquanto o Old Times, focado em vinhas velhas de várias regiões do país, apresenta o valor de 155€.
A opção mais curta, intitulada Atitude, é composta por quatro pratos e tem um custo base de 55€, ao qual se podem adicionar diferentes seleções de vinhos a copo, com valores entre os 35€ e os 49,50€, incluindo um desafio de prova cega. Os preços do restaurante incluem também um menu de seis pratos sem bebidas por 95€ e uma opção infantil, para crianças dos 4 aos 14 anos, por 45€.
A cozinha de Rui Batista parte dos produtos locais das várias ilhas dos Açores e aplica-lhes técnicas contemporâneas. Peixe atlântico, carnes criadas em pasto livre, laticínios e vegetais são alguns dos destaques dos pratos. A intenção é ser um lugar de convívio, onde pode-se descobrir vinhos, provar refeições de alta cozinha para depois poder descansar nos quartos da própria adega.
“O espaço resgata uma paisagem quase desaparecida, que era até há pouco tempo um museu ao ar livre, transformando-a numa paisagem viva e na qual se podem viver diferentes experiências. Pode-se agora provar vinhos, viver uma experiência gastronómica e onde também se pode dormir, tudo num mesmo edifício. É uma nova realidade, que traz novos motivos para a visita à ilha do Pico”, afirma Filipe.
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