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Lei proíbe a venda de recargas de chantilly a menores de 21 anos

A medida do estado de Nova Iorque foi aprovada em novembro de 2021, mas só agora começa a ser aplicada.
Fotografia: Alena Torgonskaya no Unsplash.

O comum será associar as recargas de latas de chantilly ao universo dos doces, no qual, entre coberturas e recheios, o creme é usado para vários fins. Em Nova Iorque, contudo, as autoridades perceberam que, muitas vezes, estas são compradas com objetivos mais perigosos, que superam a possibilidade de elevar os níveis de açúcar no sangue além do considerado saudável.

De acordo com o “Público”, os produtos estavam também a ser utilizados para inalar óxido nitroso (N₂O). A substância inodora, conhecida como “gás do riso” ou “hilariante”, é, por norma, inalada através da descarga dos recipientes, que o contém em pequenas quantidades. O resultado? Uma quase imediata — e breve — sensação de euforia.

O problema é que este gás, utilizado na medicina dentária para aliviar a dor, é altamente viciante e, quando usado de forma imprópria, tem efeitos prejudiciais. Como consequência, para tentar reduzir o seu uso, foi aprovada uma lei que proíbe a venda destes cartuchos a menores de 21 anos.

Contudo, uma interpretação errada da lei estatal, aprovada em novembro de 2021, fez com que as lojas apenas a começassem a seguir agora. O decreto menciona, especificamente, que a restrição é válida na compra de pequenos cartuchos de aço de óxido nitroso utilizados em doseadores de natas batidas, mas muitos espaços entenderam ser necessário pedir identificação aos clientes quando compravam chantilly. Esta segunda-feira, 29 de agosto, Joseph Addabbo, um dos responsáveis pela proibição, veio esclarecer o assunto.

“A necessidade de limitar o acesso e a venda de recargas tornou-se evidente, pela primeira vez, depois de receber queixas dos constituintes sobre latas vazias nas ruas do bairro”, começa por dizer o senador democrata numa declaração partilhada no Twitter.

Acrescenta: “Infelizmente, os jovens compram e inalam este gás para ficarem drogados porque acreditam, erroneamente, que é uma substância ‘segura’. Esta lei irá eliminar o acesso fácil à substância perigosa para a nossa juventude”.

Ainda assim, apesar da possibilidade de um jovem comprar uma lata de chantilly, parti-la e remover o cartucho de óxido nitroso, esse nunca foi o alvo da lei, explicou o senador.

Segundo a autoridade norte-americana de fiscalização e combate às drogas, os inalantes estão, frequentemente, entre as primeiras drogas utilizadas por crianças pequenas, com uma em cada cinco a confirmar ter experimentado a mesma antes do oitavo ano de escola.

Em Portugal, o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) quer classificar o gás como substância psicoativa proibida. Em fevereiro, entregou uma proposta para criminalizar a venda e consumo ao Ministério da Saúde.

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