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Mozart: o piano no carvão que anda a tocar nas casas lisboetas

Pode ser encomendado em teclas, com molhos e vários acompanhamentos. Até há uma sinfonia de legumes gratinados.
É cozinhado no carvão durante oito a 10 minutos.

Pianos, teclas, sinfonias e sonatas. No Mozart, o novo restaurante virtual de Lisboa, todos os elementos fazem referência ao mundo musical. Mas não se preocupe, que tudo é comestível, a começar pelo elemento principal de todo o conceito: o piano de porco cozinhado no carvão. O projeto está focado nas entregas ao domicílio na cidade, mas também funciona em take-away.

Luís Guerreiro, 34 anos, José Lima, 33, e Patrícia Silva, 35, são os responsáveis pelo Mozart. Os três já tinham um espaço de restauração em Lisboa, o Bar das Colunas, era aqui que já serviam um piano, que era uma das sugestões mais procuradas.

“O Mozart é um filho da pandemia. Nasceu da necessidade de diversificar sem derivar. Na verdade era um objetivo já de algum tempo, expandir o negócio. Já fazíamos piano no Bar das Colunas e é um dos nossos pratos de sucesso. Achámos que, além do frango já super explorado, é a comida portuguesa com melhores condições para entregar em casa mantendo a qualidade”, explicam os responsáveis à NIT.

A carne vem do mesmo fornecedor nacional que sempre usaram no bar. Chegaram a experimentar com variedades de porco preto, de outras raças e até congelado. O piano é sempre assado no carvão ao momento entre oito a 10 minutos. É apenas cozinhado com sal, mas depois pode ser composto com um de quatro molhos.

Têm, por exemplo, o de barbecue, “bastante diferente dos que estamos habituados a comer e está cheio de segredos”, contam, o clássico, com azeite, alho e louro, ou até um picante que é preparado com malagueta.

Os pedidos são feitos através da Kitch, Uber Eats e da Glovo. Se quiser pode passar pelo Bar das Colunas e levar o piano em modo de take-away. O piano é servido inteiro, com oito teclas, uma referência ao mundo musical. Custa entre 7,90€ e 8,90€.

Custa entre 7,90€ e 8,90€.

Nos acompanhamos, as referências à musica continuam. Há a sonata de batata, o arroz alegro de feijão, a meia maçaroca de molho menor, a salada verdi, as migas de farinheira maior ou até a sinfonia de legumes.

“Primeiro decidimos que o produto seria piano no carvão. Daí veio o nome e depois, a partir do Mozart, nasceram todos os produtos à volta do mesmo. Numa sessão de brainstorming entre os três no escritório em fase de confinamento.”

Foi desta forma que pensaram a comunicação que iam fazer e as frases que iam partilhar nas redes sociais. É o caso de ideias como “para comer à pata e lamber os dedos no fim”, “talheres para quem ainda é novo nisto de comer como deve ser”, ou “Mozart é sem espinhas, mas com osso”.

Do menu faz ainda parte um sobremesa, a tarte Adagio de maçã ou a limonada Salzburgo. Há ainda outros refrigerantes e cerveja para acompanhar o prato principal deste projeto.

No futuro quererem chegar a mais zonas da cidade. “Temos o objetivo de abrir mais pontos de take-away e continuar a crescer. Queremos participar em alguns eventos, como festivais e food markets.”

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