Restaurantes

Na nova Oficina do Bacalhau até parece que é Natal o ano inteiro

Das entradas aos pratos principais é o peixe que domina o menu do novo projeto de Cascais. Ali fazem a cura e a demolha.
O bacalhau é o ingrediente em destaque no restaurante.

Aquários com lagostas, lavagantes e sapateiras é o que não falta em vários restaurantes do País. Já um espaço com cura e demolha do bacalhau é algo mais raro — mas existe. Basta ir até Cascais conhecer o novo Oficina do Bacalhau. O peixe domina as entradas e os pratos principais, mas existem opções de carne se preferir.

O projeto é de Tomás Akslen, 27 anos, filho do norueguês Toralf Akslen, que conta com um passado ligado à pesca do bacalhau. Foi o pai que o desafiou a abrir o restaurante. “Cresci a observar a seca, a salga e a cura tradicional portuguesa. Cedo percebi o aroma, o sabor e as texturas deste peixe. Decidi colocar a minha paixão e know how ao serviço deste projeto”, conta Tomás Akslen.

Licenciou-se em comunicação empresarial e durante os estudos fez dois estágios: um em Oslo, na Noruega; outro em Paris, França. “Aqui não é importante que o bacalhau seja da Noruega ou da Islândia, desde que a matéria-prima seja excecional”, explica.

Desde a escolha, à demolha e à cura, tudo é feito no laboratório da Oficina do Bacalhau. “É  possível atingir e personalizar a salinidade do peixe ao gosto do cliente.” A cura pode ir dos 12 aos 36 meses, mas não se preocupe que nunca fica sem peixe à mesa apesar de todos os dias que passa a apurar.

Afonso Gomes e Miguel Duarte foram os arquitetos responsáveis pela Oficina.

Nas entradas tem, por exemplo, o carpaccio de bacalhau fresco com funcho, lima e um vinagrete de citrinos (10€), os clássicos pastéis de bacalhau (1,35€ a unidade); e as tradicionais pataniscas (6€ por quatro unidades); ou os lombinhos de bacalhau frito (8€).

Já nos pratos principais, o bacalhau continua a ser rei. Tem a posta na grelha com salada de batata, grão de bico e azeite de coentros (16,50€); o bacalhau à Brás com presunto ibérico (15€); o bacalhau com natas e camarão (13,50€); ou o cozido acompanhado com batata, grão, couve e ovo cozido (16,50€).

Ainda assim, e apesar do nome, nem tudo o que chega à mesa desta oficina é bacalhau. Experimente também o entrecôte grelhado com batata frita e tomate grelhado (14€); o hambúrguer de carne barrosã com ovo estrelado (11€), ou as bochechas de porco preto com puré de batata (18€).

 O final da refeição é feito com cheesecake com framboesas e hortelã (5€), a pêra rocha bêbeda com cachaça (4,50€) ou o bolo de chocolate com topping de suspiro (4,50€) — alguns dos doces da carta de sobremesas.

Afonso Gomes e Miguel Duarte foram os arquitetos responsáveis pelo projeto da Oficina do Bacalhau. O metal e a madeira foram os materiais eleitos para a decoração. O restaurante tem dois pisos e capacidade para 60 clientes.

O carpaccio de bacalhau é uma das entradas (10€).

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua Cesaltina Fialho Gouveia, 51, Alcabideche
    2645-038 Cascais
  • HORÁRIO
  • Das: 12:00
  • Às: 16:00
  • Das: 19:30
  • Às: 23:00
  • Fecha segunda.
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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