António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa, António Guterres e Carlos Moedas. Além de figuras conhecidas da vida política portuguesa, o que têm em comum estes nomes? São fãs do mesmo restaurante no Porto, o Solar Moinho de Vento.
Pataniscas, filetes de pescada, polvo com arroz malandro, ou um bacalhau à casa são alguns dos pratos favoritos dos políticos nesta casa centenária. O espaço abriu em 1905 com um conceito diferente e pensado para a época. A pequena taberna funcionava como negócio e casa de Maria da Rosa Pinto, onde servia petiscos e vinhos. Quatro décadas mais tarde, com a morte da fundadora, a família herdou o espaço e transformou-o num restaurante, a que chamaram Solar Costa.
Em 1955 o restaurante portuense foi renomeado e passou a chamar-se Solar Moinho de Vento, como se mantém até hoje. A gerência acabou por mudar em 2002, quando Pedro Bessa Monteiro, recém-licenciado em gestão e cliente assíduo do espaço decide adquirir o trespasse. Nessa altura, o conceito mudou e o solar ganhou uma nova e agitada vida.
Pedro remodelou o local e introduziu receitas da família, como a Favada à Moda da sua Avó Ermelinda ou o Coelho à Moda de Baltar, terra Natal da cozinheira que o acompanha desde sempre, Lucília Moreira. O sucesso levou a que a mãe do proprietário, Linda Ribeiro, tivesse que ajudar nos atarefados jantares. A cozinheira, que liderava a cozinha do Tentações do Prato, também da família, passou então a fazer parte da equipa do Solar Moinho de Vento que desde então tem vindo a crescer em fama e clientes.

Depois de muitos anos e uns quantos percalços pelo caminho, os sabores, a dedicação e o apego à cozinha regional continuam iguais. Os menus pouco mudaram. Os bolinhos e pataniscas de bacalhau (7€), sardinhas fritas ou em escabeche, tábuas com queijos portugueses de Seia, São Jorge e Azeitão (18,50€), salpicão de Baltar (9€), presunto (17,50€) e alheira de caça continuam a destacar-se nas entradas e petiscos. Enquanto “na comida de tacho” nunca falha o arroz de polvo malandrinho, o de bacalhau com amêijoas frescas e coentros, ou o clássico pica-no-chão (ou cabidela).
Como qualquer bom tasco servem pratos do dia com preço reduzido. À segunda-feira é dia de rancho de vitela à Nossa Moda e de Feijoada à Transmontana, ou pataniscas de Bacalhau com Farinha de Pau de Bacalhau (7€). Na terça não falha a tal favada à Moda da Avó Ermelinda e o bacalhau à Gomes de Sá. A meio da semana podem pedir-se filetes de Peixe Galo com Açorda e, dependendo da estação, papas de Sarrabulho, rojões à Moda do Minho com Arroz de Sarrabulho e língua Estufada com ervilhas.
As tripas à Moda do Porto são a especialidade das quintas-feiras, juntamente com coelho Estufado à Moda de Baltar (15€). Às sextas-feiras é dias do clássico cozido à portuguesa, do arroz de bacalhau com amêijoas e fígado de vitela e cebolada.
Quem preferir seguir os conselhos dos políticos portugueses, podem provar clássicos da cozinha portuense, como as pataniscas de bacalhau e os filetes, o bacalhau à Moinho de Vento com cebolada e batata frita, que é o favorito de Marcelo Rebelo de Sousa, ou o bacalhau à João do Grão com grão de bico, ovo e batata cozida. Mas neste casos os preços já serão mais elevados.
Mas nem só de políticos se faz a clientela do espaço. Pelos registos das redes sociais vemos caras bem conhecidas da ficção nacional e da música portuguesa. Tozé Brito, Rui Veloso, Vírgilo Castelo, Pedro Granger e Ana Moura são apenas alguns que aparecem nas fotografias partilhadas pela gerência.
Carregue na galeria para conhecer o tasco portuense favorito das figuras públicas.








