Restaurantes

No novo italiano de Odivelas o borrego é estrela e até há brunch ao fim de semana

Não se preocupe que as pizzas, pastas, risottos e sobremesas clássicas de Itália não faltam no Devina Peccatum.
Há muito para provar.

Depois de entrar no novo italiano de Lisboa, que abriu a 16 de agosto no Edifício Odivelas Plaza, será difícil não cometer heresia, tal é quantidade de tentações em forma de pizzas, pastas, risottos, panna cottas e tiramisus que serve. Os amigos Ricardo Costa (38 anos), Pedro Mendes (44) e Manuel Matos (84), responsáveis pelo projeto, sabem-no, razão pela qual o batizaram de acordo: Devina Peccatum.

“O nome é de origem latina e que quer dizer Pecado Divino. Sabemos que tudo o que lá iremos fazer é de grande qualidade, pelo que pensamos logo no pecado da gula”, começa por explicar Ricardo em entrevista à NiT. O divino deve-se ao facto de acreditarem que, ainda que seja pecado, neste caso, nem Deus se vai zangar, até porque o estranho seria não sucumbir às iguarias que encontra no número 136 da rua José Gomes Monteiro.

Tudo começou a ser planeado ao pormenor há cerca de dois anos. “Queríamos diversificar e dar uma resposta de qualidade numa área em que acreditávamos que havia espaço para nos afirmarmos”, explica o profissional com carreira no setor agrícola. Sendo a cozinha italiana algo que sempre fascinou o trio, a aposta tornou-se ainda mais óbvia.

Mais do que “servir refeições”, os empresários queriam “suscitar a curiosidade e o interesse nos consumidores, a vontade de conhecer e de voltar”. Para isso, apresentam uma proposta tradicional mas, nem por isso, menos arrojada, conseguida graças à experiência de Luísa Fernandes (68), carinhosamente tratada como chef Luisinha.

“A Luisinha é minha amiga pessoal há vários anos. Apresentei-a aos meus sócios e expliquei-lhes que, como a nossa prioridade e ambição era marcar pela diferença, era a pessoa certa”, lembra Ricardo. Como todos concordaram fizeram o convite e tiveram “a honra” desta aceitar o desafio.

Luísa, que automaticamente se deixou conquistar pelo projeto, não pensou sequer recusá-lo por um momento. Há mais ou menos um mês e meio, é vê-la planificar, preparar menus e tudo o mais para que nada desse errado na abertura. Para isso, servia-se da confiança que só a longa experiência pode proporcionar, sobretudo a que viveu em Nova Iorque.

“Estive 15 anos em Nova Iorque. Nos últimos nove, trabalhei como chefe executiva no Robert NYC, em frente ao Central Park, onde havia sempre quatro a cinco pratos italianos, não só pelos clientes de Itália, e haviam muitos, mas também por causa dos judeus e muçulmanos, que quando jantam fora ficam confortáveis a comer uma pasta com molho de tomate, um ravioli de vegetais. Não é comum comerem carne ou peixe fora de casa”, conta. No currículo, também conta alguns workshops, um deles com o conceituado chef norte-americano Mario Batali.

Todas essas aprendizagens, levaram-na a construir uma proposta gastronómica que, apesar de fiel à italiana, tem um toque português, como não podia deixar de ser. “É impossível que um chef português consiga estar a cozinhar sem dar um toquezinho nacional”. Este reflete-se, por exemplo, no pappardelle di agnello al latte (13,5€), uma massa de fita larga com ragú de borrego de leite, queijo de ovelha e coentros.

“No norte de Itália, comem muito borrego. A cozinha lá é totalmente diferente. Não há tantas pastas  e nem sequer têm pizzas. Inspirei-me muito nessa zona”, comenta. “Claro que a carbonara é clássica, as pastas pretas também, assim como os risottos, mas há esse lado menos comum”.

Nas pizzas, feitas com “uma massa italiana muito fininha”, destaque para a marguerita, com mozarella, molho de tomate e basílico (14€); a de bacon e ovo trufado (16€); e a caprese, com mozzarella fresca, molho de tomate, tomate cherry e basílico (14€). Independentemente da que preferir, pode pedi-la com a massa branca tradicional, integral ou negra — esta última feita com carvão vegetal ativado, “o que é muito bom para a digestão”.

Nas pastas tem, por exemplo, a linguine nero, com choco, cebolinho, molho de manteiga e limão (12,5€), e a tagliatelle alla carbonara, com ovo, bacon e parmesão (10,5€). Nos risottos brilham opções como o de lulas grelhadas, limão, manteiga e ervas frescas (13€), e o de lima e coentros (11,5€). Para acompanhar, não faltam vinhos das várias regiões italianas e nacionais.

A pana cotta de lima e ananás caramelizado, o tiramisu e a mousse de chocolate negro e branco, 4€ cada, são possibilidades para encerrar a refeição com cerca de 76 lugares sentados, entre sala interior e esplanada.

Aos sábados e domingos, a partir das 11 horas, há brunch. Panquecas com mel, compotas e Nutella (7,5€), burrata, com tomate, balsâmico, basílico e alcaparras (8€), ovos Benedict (10,5€) e margarita (13€) estão entre os deliciosos elementos que compõem o menu.

Carregue na galeria para espreitar o Devina Peccatum e os pratos que servem.

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