Restaurantes

No novo restaurante de Santarém prova-se a autêntica comida portuguesa e ouve-se fado

O frango à chef Farinha, com molho de citrinos e mel, é um dos grandes destaques da casa.
Uma das sugestões.

Como muitos casais modernos, Leonardo Pereira (22), natural de Tremês, em Santarém, e Fábio Sequeira (33), de Almada, conheceram-se através das redes sociais, onde descobriram duas paixões comuns: a restauração e o fado. “Sempre trabalhamos os dois em restaurantes e pastelarias. Tenho o curso de restauração e bar, que tirei na Escola Profissional Vale do Tejo, mas também sou fadista”, começa por contar à NiT Leonardo.

À medida que se iam conhecendo melhor, foram deixando o Instagram para trás e apaixonaram-se um pelo outro. Do namoro, resultou o casamento, quase três anos depois da primeira troca de mensagens. “Casamos em setembro, mas tivemos uma lua de mel diferente. Usamos o tempo que passamos nos Açores para desenhar um projeto de vida, que aliasse o que nos unia. Inicialmente, a ideia era abrir uma casa de vinhos, onde as pessoas pudessem experimentar diferentes rótulos e provar boas tapas”, explica.

Os planos mudaram quando procuram um espaço onde pudessem concretizar os planos. “Queríamos criar algo em Rio Maior, porque era onde costumávamos ir quando saíamos juntos, mas reparamos que era tudo muito centrado na vida noturna e voltado para um público mais jovem. Decidimos construir algo que pudesse chegar a mais gente. Quando descobrimos um local onde já tinha funcionado um  restaurante, resolvemos reformular o conceito e abrir uma casa de fados. Assim podíamos juntar a boa música à comida”.

A Portas do Fado foi inaugurada a 1 de janeiro. “Para já, apenas temos espetáculos nas noites de quinta-feira. A partir de fevereiro, queremos que aconteçam também aos sábados. São os dias mais concorridos, pelo que faz todo o sentido.”

Se for lá numa dessas noites, paga 25€ e tem direito a um menu completo com couvert, chouriço assado, caldo verde e prato principal — há sempre uma opção de carne e outra de peixe à escolha — sobremesa, café e bebidas. “A refeição começa a ser servida às 20 horas até ao prato. Segue-se a atuação. Depois há uma pausa para concluir o jantar antes do espectáculo ser retomada. Tanto posso atuar eu como um artista convidado”, adianta o profissional que, quando era mais novo, adormecia a ouvir a avó cantar fado. A sua ligação à música, contudo, fortaleceu-se quando viveu em Alter do Chão.

“Vivi lá durante seis anos e, nesse período, fiz parte do coral polifónico local, onde era tenor. Fortaleci a voz e ganhei técnica. Quando regressei a Tremês, voltei a conviver regularmente com a minha avó, que ouvia fado a toda a hora. Volta e meia cantarolava e, um dia, e disse-me que  euaté tinha jeito. Numa noite de fados fui desafiado a subir ao palco no intervalo dos artistas e desde aí nunca mais parei. Atuei em casas de fado em Lisboa e em todo o tipo de festas. Para onde me convidassem, ia”, partilha.

Quando não há espetáculo, a dupla garante boa comida. “Apostamos na sempre autêntica comida tradicional, mas damos-lhe um toque moderno, por vezes difícil de encontrar na zona. Se perguntarem, recomendo o frango à chef Farinha, com molho de citrinos e mel, que é acompanhado por risoto de tomate (14€). Para sobremesa, sugiro a delícia das Portas do Fado, um doce de pêssego com natas e bolacha crocante (4,5€). Tratam-se de criações da cozinheira, Andreia Farinha, pelo que são exclusivas da casa. Também temos boas carnes maturadas do fornecedor A Vaca by L’ Vivo, que serve o chef Ljubomir Stanisic, por exemplo.”

Para beber, não faltam vinhos. “Na garrafeira, há referências de todas as regiões do País, com preços que variam entre os 14€ e os 40€. Procuramos oferecer opções que, normalmente, não se veem nos supermercados, até para nos diferenciarmos. Não queremos ser mais do mesmo”, diz.

Uma das possibilidades são os rótulos Divai (26€ a 34€), do Alentejo, “que até agora eram apenas distribuídos pelos hotéis Sana. Recentemente, começaram a chegar a alguns restaurantes e tivemos sorte de o nosso ter conseguido ser um deles”, conclui.

Carregue na galeria para espreitar o novo ponto de paragem obrigatória em Rio Maior, que de segunda a sexta disponibiliza a sugestão do chef. Por 13€, chega-lhe à mesa couvert, prato principal, bebida e café.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua da Paz, 5.
    2040-211 Rio Maior
  • HORÁRIO
  • Todos os dias das 12h às 15h e das 20h às 23h.
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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