Restaurantes

A nova jóia escondida da Comporta fica entre as dunas e tem sempre peixe da costa

O Caché Comporta mistura influências mediterrânicas, portuguesas, italianas e catalãs.

Com vista para o Atlântico e para o areal da Praia do Pego, nasceu mais uma “joia escondida” da Comporta. O Caché Comporta traz uma carta guiada pelo fogo e pela terra, entre ingredientes cozinhados na brasa ou servidos mesmo a cru. Foi inaugurado a 26 de junho e apresenta-se como uma extensão do resort Quinta da Comporta, com a ajuda do Caché Paris.

Em francês, caché significa “escondido”. Na capital francesa esconde-se há vários anos um pequeno restaurante, conhecido pelos pratos mediterrânicos focados no peixe chamado Caché Paris. Miguel Câncio Martins já “conhecia e admirava há algum tempo o trabalho da equipa do pequeno espaço”, por isso, quando surgiu a oportunidade de trazer “a essência da Quinta da Comporta para lá do resort e mais próximo do mar”, não teve dúvidas sobre quem queria que fosse seu parceiro no espaço.

“Partilhamos os mesmos valores — da atenção ao detalhe, ao respeito pela alma dos lugares, à vontade de criar experiências únicas — e encontrámos também no chef David Reartes o parceiro ideal para dar vida a esta visão pelo seu talento em elevar o produto, mantendo a sua essência”, diz o também arquitetos e 60 anos que sonhava com “um restaurante que funcionasse como uma extensão da Quinta da Comporta”.

O conceito ocupou o antigo espaço do Praia na Comporta, do grupo Praia. A particularidade do local? No interior, nada indica que o mar está a poucos metros. Canoas penduradas no teto, mantas aconchegantes e trenós de madeira decoram o local. Idealizado pelo arquiteto francês Phillipe Starck e inspirado nas cabanas dos Alpes, conta ainda com fotografias de ambientes de neve e pares de esquis. “Ao ver as dunas desta areia tão branca, Philippe relembrou-se dos cenários das montanhas cheias de neve e trouxe a aura aconchegante dos típicos chalés para esta cabana de praia com 120 lugares sentados”, refere Miguel Câncio Martins.

Na pequena cabana misturam o melhor do Caché Paris com um toque italiano e catalão. A carta é guiada pelo fogo, pelos peixes da costa alentejana, os legumes e aromáticas da horta do resort e, claro, o arroz dos campos da região. David Reartes pega depois em tudo e trabalha seguindo técnicas ancestrais ou mantendo a naturalidade do produto. “A cozinha é instintiva e foi pensada para se saborear com tempo e viver com intensidade.”

Gianpaolo Poverino, dono do Caché Paris, acrescenta ainda o restaurante é uma mistura do espaço francês “com um toque italiano e catalão”. “ O Miguel, o David e eu quisemos trazer uma oferta e um conceito diferente para a Comporta. Juntámos o ADN da Quinta da Comporta, do Caché Paris e a linha de cozinha do chef para dar vida a algo totalmente novo”, diz o empresário de 46 anos.

Da cozinha de Rearts saem peixes cru, como o sashimi de dourada royale com molho ponzu e molho sunomono (49€) e grelhados (10€ por 100 gramas de peixe), pratos parisienses como o paccheri de lavagante (32€), com bisque e manteiga tostada. Há ainda muitas massas italianas como o linguine alle vongole (28€) e especialidades catalãs como o croquete de choco com tártaro de choco (12€), ou a lula à la andaluza com maionese de limão (24€).

No que às sobremesas diz respeito, a lista é longa e encabeçada pela especialidade da casa: Madalena Caché (12€), um bolo fofo que junta caramelo salgado e miso. Logo a seguir surge a tarte de queijo (12€) com compota de limão fermentado e o Minestrone (12€) com gelado de azeite. Das influências italianas não poderia faltar o Tiramisù (12€) e das parisienses a ganache de chocolate com emulsão de café (14€).

Da garrafeira destacam duas opções, uma lusa, outra francesa que demonstra, mais uma vez, a dualidade do ADN do espaço. Nas referências nacionais, o Vinhas Novas do Alentejo é das recomendações mais pedidas no Caché, a par do Perpétuelle Non Dosé, um champagne natural. Quem preferir pode ficar-se pelas cocktails de assinatura como o Secha, que mistura vodka, porto branco seco, chá-verde e manjericão.

Seja para um copo de vinho, ou outra bebida, o convite do Caché Comporta é que “explorem as jóias escondidas”, em “sítios e experiências mais remotas”. “A localização do Caché Comporta é muito semelhante de certa forma, porque o restaurante também está ligeiramente escondido nas dunas”, conclui Gianpaolo Polverino.

Carregue na galeria para conhecer o Caché Comporta.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Alameda da Praia do Pego
    7570-783  Grândola
  • HORÁRIO
  • Segunda a domingo das 13h às 16h e das 19h à 1h
PREÇO MÉDIO
Entre 30€ e 50€
TIPO DE COMIDA
Mediterrânea

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