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Polvos, caranguejos e lagostas não podem ser cozidos vivos — diz uma lei britânica

Novos estudos confirmam que estes animais podem sentir dor. O objetivo passa por mudar a forma como são abatidos.
Polvos, caranguejos e lagostas foram considerados seres autoconscientes.

Caranguejos, polvos e lagostas podem vir a ser considerados seres autoconscientes no Reino Unido. Com o Brexit, o governo britânico está a fazer esforços para mudar a lei do bem-estar animal. Este reconhecimento pode vir a mudar a forma como são abatidos e transportados. O parecer foi pedido e agora a alteração terá de passar pelo parlamento.

Segundo a “NBC News”, os investigadores avaliaram mais de 300 estudos que indicam existir comportamento neurológico nestas espécies de invertebrados. Entre as conclusões estão o facto de conseguirem sentir dor e mostrar capacidade de aprendizagem.

“Em todos os casos, o equilíbrio das evidências parece inclinar-se para a consciência. No polvo, isso é muito forte. E olhando para os camarões temos também essa confiança”, disse Jonathan Birch, professor da London School of Economics, responsável pelo projeto Foundations of Animal Sentience.

O relatório entregue ao governo britânico alerta para a primazia das preocupações comerciais no que diz respeito a este animais e recomenda boas práticas na forma com como são cozidos e transportados. Aponta para o facto de as lagostas serem cozinhadas sem estarem mortas e para a venda de caranguejos com as pinças presas, por exemplo.

“Os métodos considerados padrão para o abate não podem ser feitos numa escala comercial para produzir um produto comestível. Essa é uma questão fundamental que queremos levantar”; continua Jonathan Birch. O estudo não conseguiu apresentar uma forma viável para como deve ser feito o tratamento dos animais.

Esta lei não é inédita. Já desde 2018 que o governo suíço aprovou um regulamento para que as lagostas sejam atordoadas antes de serem cozidas. Foi feita uma alteração à lei do bem-estar animal, especificamente a pensar nesta espécie.

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